Caminhão tanque em frente a outdoor em Teerã, capital do Irã, diz que "as fontes de óleo podem se esgotar. Vamos consumir corretamente visando o futuro"
O presidente do Iraque, Saddam Husseim, que aparece novamente como personagem da mais recente crise do petróleo. Husseim acusa o Kuwait de roubar petróleo iraquiano e ameaça tomar medidas contra o vizinho
Central de armazenamento de petróleo em Agragrio no Equador nonon onono non onon onono n ono no
O presidente do Irã, Mohamad Khatami, inspeciona usina no Golfo Pérsico
  O que faz a Opep?


da Folha da S.Paulo

A Opep decidiu no último dia 10 de setembro ampliar a oferta mundial de petróleo em 800 mil barris diários. O aumento da produção tem por objetivo conter o preço do combustível, que tem batido recordes sucessivos e flutua no nível mais alto dos últimos dez anos.

Os membros do cartel acreditam que esse aumento da oferta levará o preço do barril para dentro da banda de flutuação de US$ 22 a US$ 28, considerada aceitável. Na quinta, o preço do combustível atingiu US$ 35, o maior desde a Guerra do Golfo.

O acordo deveu-se, em grande parte, à posição da Arábia Saudita, líder do cartel. Pressionado pelos Estados Unidos, o país propôs no sábado que a oferta fosse ampliada em 1 milhão de barris.

A escalada do preço do óleo gerou histeria mundial devido ao risco de alta da inflação e danos ao crescimento da economia global.

Os 800 mil barris representam um aumento de 3% sobre o número oficial da oferta desses países, que atingirá 26,2 milhões de barris. Os números da oferta são bastante nebulosos.

Na prática, a produção adicional é pequena demais para alterar substancialmente o quadro de escassez. Assim, a medida visa tentar administrar as expectativas do mercado e, com isso, conter a escalada do preço.

O acordo apenas soma 300 mil barris aos 500 mil já aprovados em junho pela Opep. Na ocasião, os países acordaram liberar uma oferta adicional de 500 mil barris caso o preço ficasse acima de US$ 28 por 20 dias úteis. Esse gatilho foi disparado na sexta, dia 8 de setembro.

A expectativa até há alguns dias era um aumento entre 500 mil e 700 mil barris. A notícia de uma oferta maior deve ajudar a baixar os preços nos próximos meses.

Analistas acreditam, entretanto, que o combustível deve ainda custar algo próximo a US$ 30, preço considerado preocupante.

Os EUA, maiores importadores do produto, declaram que o acordo é um "passo na direção certa". Porém o país advertiu que a eficácia da medida ainda será testada. Para o governo alemão, a oferta adicional é insuficiente.

 
Entenda a crise
 
História das crises
 
Artigos
 

O preço do petróleo Por João Sayad