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O que faz a Opep?
da Folha da S.Paulo A Opep decidiu no último dia 10 de setembro ampliar a oferta mundial de petróleo em 800 mil barris diários. O aumento da produção tem por objetivo conter o preço do combustível, que tem batido recordes sucessivos e flutua no nível mais alto dos últimos dez anos. Os membros do cartel acreditam que esse aumento da oferta levará o preço do barril para dentro da banda de flutuação de US$ 22 a US$ 28, considerada aceitável. Na quinta, o preço do combustível atingiu US$ 35, o maior desde a Guerra do Golfo. O acordo deveu-se, em grande parte, à posição da Arábia Saudita, líder do cartel. Pressionado pelos Estados Unidos, o país propôs no sábado que a oferta fosse ampliada em 1 milhão de barris. A escalada do preço do óleo gerou histeria mundial devido ao risco de alta da inflação e danos ao crescimento da economia global. Os 800 mil barris representam um aumento de 3% sobre o número oficial da oferta desses países, que atingirá 26,2 milhões de barris. Os números da oferta são bastante nebulosos. Na prática, a produção adicional é pequena demais para alterar substancialmente o quadro de escassez. Assim, a medida visa tentar administrar as expectativas do mercado e, com isso, conter a escalada do preço. O acordo apenas soma 300 mil barris aos 500 mil já aprovados em junho pela Opep. Na ocasião, os países acordaram liberar uma oferta adicional de 500 mil barris caso o preço ficasse acima de US$ 28 por 20 dias úteis. Esse gatilho foi disparado na sexta, dia 8 de setembro. A expectativa até há alguns dias era um aumento entre 500 mil e 700 mil barris. A notícia de uma oferta maior deve ajudar a baixar os preços nos próximos meses. Analistas acreditam, entretanto, que o combustível deve ainda custar algo próximo a US$ 30, preço considerado preocupante. Os EUA, maiores importadores do produto, declaram que o acordo é um "passo na direção certa". Porém o país advertiu que a eficácia da medida ainda será testada. Para o governo alemão, a oferta adicional é insuficiente. |
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