Nissan Kicks manual tem melhor desempenho da gama, mas peca em equipamentos
Quase em extinção no mercado, os SUVs compactos com câmbio manual se tornam cada diz mais raro dentro das gamas. Uma das poucas opções entre os zero quilômetros é o Kicks Sense.
A versão de entrada conta com opção de câmbio manual ou o automático CVT. Com a transmissão mecânica parte de R$ 99.190 (preço Brasil) e também é um dos poucos modelos ainda abaixo dos R$ 100 mil na categoria.
- O UOL Carros agora está no TikTok! Acompanhe vídeos divertidos, lançamentos e curiosidades sobre o universo automotivo.
Com um misto de sensações, o Kicks Sense manual é certamente o que entrega o melhor rendimento dentro de toda a gama, mas peca em acabamento e equipamento em diversos aspectos.
Nissan Kicks Sense 1.6 MT
Veredito
A melhor versão do Kicks é também a menos vendida, sem dúvida. A marca precisa atualizar seu trem de força para um turboalimentado para atender os clientes que querem desempenho aliado ao estilo agradável do Kicks. O motor fraco não alinha bem com o CVT, mas por outro lado ninguém quer câmbio manual dessa faixa de preço. Fica claro que nem sempre sua melhor versão é a que ganha mais atenção.
DESIGN E ESPAÇO INTERNO
O Kicks Sense MT chegou às lojas com as demais versões no início do ano. O modelo chamou a atenção pela mudança visual que impactou todas as versões.
A dianteira ficou mais imponente com o novo visual, mais agressivo e que dá ao SUV mais presença nas ruas. Na traseira, as mesmas lanternas que já tinha, mas agora ligadas com por uma barra que reflete a luz.
O que deixa claro que essa é uma versão de entrada são as rodas de aço com calotas e o diâmetro menor, de 16 polegadas, que deixam o Kicks menor imponente olhando lateralmente do que as rodas de 17" das versões mais completas.
Por fora, a versão de entrada não tem também as maçanetas com acabamento cromado e perde os repetidores de seta integrados aos espelhos retrovisores externos.
Por dentro as mudanças ficam mais evidentes. O acabamento é mais simples, todo preto, sem muitos detalhes, sem textura no plástico duro que forma o painel.
O apoio de braço some e o porta-objetos no console central vira apenas um buraco sem tampa ou cobertura. O acabamento em preto opaco em todas as peças internas não tem deixa esquecer que é o carro mais básico. Sem couro nos bancos ou volante, sem estofamento no revestimento do painel e detalhes cromados nas portas e saídas de ar-condicionado.
Por outro lado, o espaço é bom e a posição de guiar também agrada. Isso porque, apesar de ser um modelo de entrada, o Kicks Sense não perdeu nem o ajuste de altura do banco do motorista e nem de altura e distância da coluna de direção.
Para quem vai atrás, o espaço é bom para as pernas e o túnel central não é tão elevado, mas bastante largo para quem vai sentado no meio.
CONSUMO E DESEMPENHO
O motor da versão Sense é a mesma das demais: um quatro cilindros de 1,6 litro, flex, que rende até 114 cv e 15,5 mkgf, seja quando alimentado com etanol ou gasolina.
A diferença aqui está no câmbio manual de cinco marchas. Se perdermos em comodidade do câmbio automático CVT usado nas demais versões, ganhamos em desempenho na Sense manual.
O câmbio manual tem um bom escalonamento e consegue arrancar e retomar melhor que o CVT, que perde muita resposta em detrimento de um melhor consumo de combustível.
Ao buscar aceleração, ele também vai bem. Claro que isso tem um custo durante a experiência de estar atrás do volante. Em 5ª marcha, rodando a cerca de 120 km/h, o Kicks mantém o giro elevado, na casa dos 3.500 rpm, para manter o motor sempre cheio.
A suspensão do Kicks é totalmente direcionada para conforto, optando por um ajuste de maciez, o que ajuda a contornar nosso piso ruim e esburacado da maioria dos lugares Brasil afora.
A direção elétrica segue o mesmo conceito da suspensão, sendo muito leve, o que passa pouca precisão durante a pilotagem, mas agrada em manobras de baixa velocidade e na cidade.
Os dados de consumo na cidade e na estrada, respectivamente, são de 7,8 km/l e 8,9 km/l com etanol e 10,9 km/l e 12,7 km/l quando rodando com gasolina.
EQUIPAMENTOS
O Kicks Sense tem uma lista até que ampla de equipamentos, mas aposta no básico para os clientes. Há trio elétrico, chave canivete, mas não presencial e comando elétrico de regulagem dos espelhos externos.
Há acendimento automático dos faróis, mas as luzes não são de LEDs, são halogenas. O volante é multifuncional com controles de áudio e para atender chamadas.
O painel de instrumentos tem mostradores analógicos e uma pequena tela digital no centro para o computador de bordo, que oferece as informações básicas.
Ele oferece ainda sensor de obstáculos, mas apenas na traseira, com alerta sonoro e a câmera de ré integrada que projeta as imagens na central multimídia.
A central multimídia tem tela de 7 polegadas e integração a Android Auto e Apple CarPlay, mas tem funcionamento confuso. Há uma função, "carga rápida" no sistema da central que se estiver ativado impede o espelhamento do smartphone na tela.
Ela ainda tem um sistema mais simples que o da central das versões mais completas. Sua resposta não é tão ágil e a resolução deixa a desejar, mas ela consegue atender.
MANUTENÇÃO E SEGURANÇA
Em termos de segurança, o pacote do Kicks de entrada traz o que se tornou "padrão" na maioria dos concorrentes: seis airbags, controles de tração e estabilidade, fixação de cadeirinha com Isofix e assistente de partida em rampa (HSA).
O sistema de freio, obrigatário por lei, traz sistema ABS com distribuição eletrônica de frenagem e também o assistente de frenagem, que aumenta a força aplicada em frenagens com força máxima.
A manutenção do Kicks durante os primeiros 60 mil km ou 72 meses, o que ocorrer primeiro, custa um total de R$ 3.393 no programa de revisão com valor fixo da companhia. As 1ª, 3ª e 5ª revisões custam 471 cada, enquanto as 2ª, 4ª e 6ª revisões saem por R$ 660 cada.
MERCADO
O mercado de quem busca uma versão manual de um SUV é cada vez menor e fica restrito sempre a versão de entrada. Quem busca essa categoria e essa faixa de preço acaba já optando pelo conforto e a comodidade do câmbio automático.
Por isso, a Volkswagen tirou da gama a versão manual do T-Cross, pouco procurada, na mudança para linha 2022. Seus rivais que ainda têm a transmissão mecânica são o Chevrolet Tracker com motor 1.0 turbo a e o Renault Duster 1.6, ambos de entrada também.
A fatia é pequena e pouco significativa e deve ser extinta nos próximos anos com a popularização do câmbio automático e dos recorrentes aumentos de preços - que costumava ter a versão de entrada manual como chamariz para as demais, automáticas.
Quer ler mais sobre o mundo automotivo e conversar com a gente a respeito? Participe do nosso grupo no Facebook! Um lugar para discussão, informação e troca de experiências entre os amantes de carros. Você também pode acompanhar a nossa cobertura no Instagram de UOL Carros
Motorização
1.6, 4 cil., 16V
Combustível
Etanol / Gasolina
Potência (cv)
114 a 5.600 rpm
Torque (kgf.m)
15,5 a 4.000 rpm
Consumo cidade (km/l)
7,8 (etanol) / 10,9 (gasolina)
Consumo estrada (km/l)
8,9 (etanol) / 12,7 (gasolina)
Câmbio
Manual, 5 marchas
Tração
Dianteira
Direção
Elétrica
Suspensão Dianteira
Independente, McPherson
Suspensão Traseira
Eixo de torção
Freios Dianteiros
Discos ventilados
Freios Traseiros
A tambor
Pneus
205/60 R16
Rodas
16 polegadas
Altura (mm)
1.610
Comprimento (mm)
4.310
Entre-eixos (mm)
2,620
Largura (mm)
1.760
Ocupantes
5
Peso (kg)
1.104
Porta-malas (L)
432
Tanque (L)
41
10.000 km
R$ 471
20.000 km
R$ 660
30.000 km
R$ 471
40.000 km
R$ 660
50.000 km
R$ 471
60.000 km
R$ 660
Garantia
3 anos
Airbags Motorista
Airbags Passageiro
Airbags Laterais
Airbags do tipo Cortina
Controle de Estabilidade
Controle de Tração
Freios ABS
Distribuição Eletrônica de Frenagem
Ar-Condicionado
Travas Elétricas
Ar Quente
Volante com Regulagem de Altura
Vidros Elétricos Dianteiros
Vidros Elétricos Traseiros
Central Multimídia
Rádio FM/AM
Entrada USB
Entrada Auxiliar
Banco do motorista com ajuste de altura
Desembaçador Traseiro
Computador de Bordo
Acendimento automático dos faróis
Faróis de neblina
Faróis com regulagem de altura
ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}
Ocorreu um erro ao carregar os comentários.
Por favor, tente novamente mais tarde.
{{comments.total}} Comentário
{{comments.total}} Comentários
Seja o primeiro a comentar
Essa discussão está encerrada
Não é possivel enviar novos comentários.
Essa área é exclusiva para você, assinante, ler e comentar.
Só assinantes do UOL podem comentar
Ainda não é assinante? Assine já.
Se você já é assinante do UOL, faça seu login.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Reserve um tempo para ler as Regras de Uso para comentários.