Emirados Árabes premiará iniciativas sustentáveis com US$ 3 milhões
Ainda pouco conhecido por aqui, o Prêmio Zayed de Sustentabilidade, dos Emirados Árabes, vai conceder US$ 3 milhões (aproximadamente R$ 16 milhões) a iniciativas do mundo inteiro que apresentem soluções de sustentabilidade nas categorias de Saúde, Comida, Energia e Água, além de demonstrar os seus resultados prévios sobre um conjunto de três quesitos: impacto, inovação e inspiração.
As inscrições para a premiação —que gratificou até agora 86 vencedores, cujas soluções ou projetos escolares transformaram positivamente as vidas de mais de 352 milhões de pessoas em todo o mundo, de maneira direta ou indireta— podem ser feitas até o dia 6 de maio no site The Zayed Sustainability Prize. Em 2022, serão quatro prêmios de US$ 600 mil para empresas de pequeno e de médio portes e organizações não-governamentais, além de US$ 600 mil distribuídos para seis escolas secundárias.
Os brasileiros, assim como os latino-americanos, têm tido um bom desempenho ao longo da trajetória do Prêmio. Isso se deve à riqueza da biodiversidade e à riqueza da diversidade cultural, aliadas à sabedoria ancestral, segundo Gunter Pauli, economista belga autor do livro "Economia Azul" e um dos membros do conselho avaliador. "Esse conjunto de fatores oferece uma chance única de implementar um conceito básico de sustentabilidade: use o que você tem para responder às necessidades de todos, gerar valor e ir direto ao básico rapidamente", diz ele, em entrevista à coluna Boas Notícias.
Para o especialista, depois da covid, é impossível imaginar um mundo em que a inovação e as ideias criativas para um ambiente melhor e uma saúde melhor não estejam no centro.
A pandemia é um motor poderoso por trás da formulação de iniciativas cada vez mais ousadas. É um convite para que os candidatos de todas as categorias sejam mais ousados e busquem as inovações que realmente estão mudando o mundo para melhor —já que o mundo precisa disso mais do que nunca.
Gunter Pauli, economista
Ele cita como exemplo os vencedores de La Guajira, na Colômbia, que criaram o Air Batalla, uma espécie de estufa que utiliza água do mar para criar um microambiente propício para o plantio em áreas secas e arenosas. "Essa ideia visionária foi implementada em um ano. Isso só foi possível graças ao entusiasmo e ao empenho de uma geração jovem, orientada por seus professores para fazer a diferença agora."
O economista ressalta a necessidade de sermos capazes de implementar ideias inovadoras, tanto quanto pensar em soluções. "Há muita gente falando; precisamos de mais pessoas fazendo. E graças a iniciativas como a do Prêmio Zayed de Sustentabilidade, mais soluções pioneiras em saúde e energia têm a chance de acessar financiamento. Isso é o que é necessário —dinheiro que não está ligado a regras rígidas e regulamentos."
O que governos e empresas podem fazer?
"Governos e empresas precisam ser mais ousados —mais ambiciosos— e capacitar aqueles que desejam avançar. São exatamente essas as pessoas e organizações que o Prêmio Zayed de Sustentabilidade deseja apoiar", diz Pauli.
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