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Lavieri: Tem como não considerar Abel o maior da história do Palmeiras?
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O título da Libertadores na vitória contra o Flamengo coloca Abel Ferreira como o maior treinador da história do Palmeiras. O português não é o que mais tem conquistas, está atrás de nomes como Vanderlei Luxemburgo, Luiz Felipe Scolari e Oswaldo Brandão. Mas nenhum deles conseguiu tanta importância quanto o agora bicampeão da América.
Além das duas taças do continente, ele também já foi o melhor do país ao conquistar a Copa do Brasil e com muito menos material do que outros técnicos que estão na história palmeirense. E vale lembrar que essa é a primeira vez que ele é campeão como técnico, ou seja, carreira extremamente no início.
Tem como comparar os esquadrões de 1993, 1994 e 1996 comandados por Luxemburgo? O time jogava bonito, fazia centenas de gols e conquistou muita coisa, mas não conseguiu vencer a América.
Ainda que menos poderoso em relação a esses, o time de 1999 também tinha jogadores mais qualificados nas mãos de Felipão e nem por isso o time jogou bonito em todas as partidas da Libertadores.
Talvez por isso Abel tenha precisado montar times que têm como foco não tomar gol e tentar explorar as brechas dadas pelos rivais que normalmente são bem mais poderosos. Foi assim contra o River Plate e Atlético-MG nas semifinais de 2020 e 2021.
É verdade que em jogos como contra o Santos, na final da edição passada, por exemplo, o Alviverde poderia ter mostrado um futebol melhor. O foco naquela ocasião foi barrar Soteldo e Marinho e a estratégia deu certo, ainda que com gol de Breno Lopes nos acréscimos.
Agora, contra o Flamengo, o time fez um excelente primeiro tempo, saiu à frente e conseguiu segurar o adversário quase sem dar chance de finalização. No segundo, o time sentiu bastante o físico apesar de todo o planejamento para poupar atletas e viu sua equipe morrer em campo. A saída de Danilo foi fatal, com o rubro-negro dominando tudo no segundo tempo.
Na prorrogação, a estrela do técnico apareceu de novo com a substituição premiada de Deyverson. Em um dos primeiros lances, o atacante roubou a bola de Andreas Pereira, saiu cara a cara com Diego Alves e fez o segundo para ser o herói improvável, no melhor estilo Breno Lopes na edição de 2020.
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