O que seleção precisa melhorar para vencer Argentina e transmitir confiança
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É uma loucura pensar que todo mundo está vendo defeitos na seleção brasileira e só a comissão técnica não vê. É claro que vê.
O time contra a Colômbia foi melhor do que no último jogo contra o mesmo adversário na Copa América.
Basta olhar os dois videotapes. Se a preguiça prevalecer, olhe os números.
A seleção não teve controle contra a Colômbia, em Santa Clara, e finalizou metade das vezes do adversário (7x14).
Desta vez, mais posse de bola e 13 chutes, sete certeiros, mais do que o dobro das três finalizações certas da Colômbia.
Mas precisa melhorar, especialmente na capacidade de controlar as partidas. Até Dorival Júnior sabe disso.
O Brasil jogou muito bem os primeiros quinze minutos e bem os últimos quinze. No miolo do confronto, a Colômbia mudou seu posicionamento, acertou seus gatilhos de pressão na saída de bola brasileira, dificultou muito o Brasil.
Do 4-3-3 inicial com Jhon Arias e Richard Ríos como meias, a Colômbia se transformou no 4-2-3-1, com Arias dando bote em Arana, James por dentro. Se a pressão na saída de Bruno Guimarães e Raphinha abriu um círculo enorme por onde Raphinha lançou Vini Júnior na jogada do pênalti e primeiro gol, os espaços passaram a rarear e os primeiros passes da seleção eram interceptados.
Isto vai acontecer contra a Argentina, em Buenos Aires, também na Copa do Mundo, ano que vem. É preciso treinar e melhorar este tipo de situação.
Por outro lado, parece cegueira dizer que nada evoluiu. O time melhora, tem desenho mais claro, forma de jogar mais definida. Mas sofre.
É claro! Não está pronto.
Os gatilhos de entrada e saída da pressão, para recuperar a bola no ataque e não perdê-la na defesa, a capacidade de circular a bola e tirar conforto do adversário, coisas que precisam evoluir.
Até Dorival Júnior sabe que o trabalho não está pronto. Há margem para crescer, com a mesma comissão técnica que hoje trabalha na seleção.
Trocar de novo só atrasaria todo o processo.