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Espelhar o Flamengo pode ser a melhor solução para o Corinthians
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O jogo acontece só na próxima quarta-feira, mas a provável escalação de reservas na rodada de final de semana do Brasileirão traz a comprovação: o 1º jogo da decisão da Copa do Brasil já começou! Os paulistas conseguiram evoluir em comparação aos embates com os cariocas na Libertadores, mas ainda precisam encontrar soluções táticas importantes. E talvez repetir o esquema do adversário seja fundamental.
Desde o mês de julho, pouco depois de Dorival Junior assumir o comando da equipe, o Flamengo vem jogando num 4-3-1-2, o famoso losango com Thiago Maia, João Gomes, Everton Ribeiro e Arrascaeta por trás da dupla Gabigol e Pedro na frente. A proposta foi acomodar os melhores jogadores disponíveis no elenco em suas principais funções, mas sem perder equilíbrio. No Corinthians seria diferente.
Superar o rubro-negro e impedir que crie tanto quanto está acostumado passa por dois pontos primordiais ao alvinegro. O primeiro é igualar a quantidade de jogadores que o Flamengo coloca na faixa central da intermediária ofensiva. Com movimentos bem coordenados, o time cria muito por ali. O segundo é inibir os potentes avanços de Rodinei, uma espécie de válvula de escape e profundidade no setor direito.
Vitor Pereira, em apenas uma mexida, pode encontrar mais condições de solucionar os problemas. O Timão joga em um 4-1-4-1 quando está defendendo. Róger Guedes, volta fechando o setor esquerdo, à frente de Fábio Santos. Teoricamente não consegue executar bem esse trabalho. Não é muito afeito a marcar. E mesmo que tenha um comportamento excepcional, encontrará dificuldades para brecar Rodinei.
Se sacar o ponta pela direita, geralmente Gustavo Silva, e colocar mais um meio-campista, teria a possibilidade de ''espelhar'' o esquema tático do Mais Querido. Congestionando o setor em que o Flamengo mais transita e tem talento, e liberando Róger Guedes de um trabalho tão extenso na parte defensiva.
O nome ideal para compor um hipotético losango de meio-campo, pela esquerda, é o volante Maycon, mas este dificilmente poderá jogar na próxima quarta-feira. Roni surgiria como opção. A função dos três jogadores mais recuados deste losango de meio, quando a equipe está sendo atacada, é flutuar para o lado da bola e manter-se junto, sem dar espaços na entrada da área.
Roni dobraria a marcação com Fábio Santos pela esquerda quando o Flamengo atacasse pelo setor. E Du Queiroz faria o mesmo com Fágner quando o setor esquerdo rubro-negro fosse acionado. Fausto Vera, centralizado e imediatamente atrás de ambos, daria o suporte de cobertura. Renato Augusto, mais a frente, vigiaria o ''passe de retorno'' para os volantes cariocas.
Róger ficaria então mais adiantado para se aproximar e interagir com Yuri Alberto em contra-ataques ou em fase ofensiva. Claro que ambos teriam a responsabilidade de fechar linhas de passe e marcar a saída de bola, mas certamente o camisa 10 precisaria de uma participação menor na parte defensiva.
É claro que escrever aqui é fácil e tudo no campo da teoria parece estar certo. Vitor Pereira ainda não colocou tal formatação em campo. Mas tem seis dias pela frente para tentar implementar algo que possa tirar o rubro-negro da zona de conforto. Um fato novo, a esta altura, cairia bem.
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