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Federer bate boca com árbitro, supera Cilic e segue com Djokovic na mira
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Roger Federer e Novak Djokovic entraram em quadra quase ao mesmo tempo nesta quinta-feira, em uma jornada muito aguardada em Roland Garros. Em jogos válidos pela segunda rodada, ambos diante de adversários perigosos, suíço e sérvio confirmaram seu favoritismo, avançando no torneio e aumentando a expectativa por um confronto direto, que pode acontecer nas quartas de final.
Federer, que atuou na Quadra Philippe Chatrier, mostrou um lado pilhado que raramente vem à tona, discutindo longamente com o árbitro de cadeira durante sua vitória sobre o croata Marin Cilic (32 anos, #47), por 6/2, 2/6, 7/6(4) e 6/2. Djokovic, competindo na Quadra Suzanne Lenglen, a segunda maior do complexo francês, viveu menos drama e superou o uruguaio Pablo Cuevas (35 anos, #92) por 6/3, 6/2 e 6/4. Para que se encontrem nas quartas, ambos veteranos precisam vencer mais dois jogos cada. Roger vai enfrentar na sequência o alemão Dominik Koepfer (#59). Nole, por sua vez, duela com o lituano Ricardas Berankis (#93).
Como venceu o suíço
Marin Cilic começou a partida com uma postura muito agressiva e ameaçando o serviço de Federer. O croata, contudo, cometeu um erro não forçado em seu primeiro break point e perdeu a chance. Logo, ficou claro que a ofensividade extrema de Cilic era arriscada demais. O ex-top 10 passou a cometer seguidos erros (foram dez falhas não forçadas em cinco games), e Federer aproveitou para vencer cinco games de forma consecutiva e tomou o controle da parcial. Cilic ainda teve mais uma chance de quebra, mas o suíço se salvou com um bom saque.
O croata insistiu na agressividade, que finalmente foi recompensada no começo da segunda parcial. Após salvar-se de um break point no primeiro game, Cilic finalmente quebrou Federer para abrir 2/0. A situação só não ficou pior para Roger porque ele escapou de 15/40, salvando dois break points e evitando que o rival abrisse 4/0 no set.
Federer full pistola
O suíço ainda teve três break points no quinto game, mas foi aí que o jogo esquentou. O árbitro aplicou uma advertência (time violation) porque Federer estava demorando muito a se posicionar para a devolução, o que gerou uma reclamação do suíço e uma longa argumentação, que foi retomada no intervalo, após Cilic confirmar o serviço. Federer, pilhado, passou a comemorar intensamente cada ponto. A torcida também aumentou seu volume, acompanhando o suíço. Nada, contudo, abalou o croata, que seguiu fazendo seu jogo, agredindo e até errando menos do que antes. No oitavo game, Cilic conquistou outra quebra - cortesia de uma direta para fora do rival - e empatou o duelo, fazendo 6/2 na parcial.
O jogo ficou nervoso, com os dois oscilando e ambos saques ameaçados. No terceiro set, Federer quebrou primeiro, aproveitando erros do croata e convertendo o terceiro break point com uma esquerda vencedora na paralela. Enquanto o suíço reduziu seus erros, o croata desandou a falhar novamente. Após mais três quatro não forcados, cedeu outras quatro chances de quebra no quinto game. Federer, porém, errou uma direita com a quadra aberta, perdendo a chance de abrir 4/1. Cilic, então, encaixou dois bons serviços para se salvar e duas direitas vencedoras para confirmar o saque. A chance perdida pelo suíço custou caro. No game seguinte, Marin encaixou duas excelentes devoluções e conseguiu a quebra, igualando o placar em 3/3.
Curiosamente, depois disso a partida teve seis games seguidos em que os sacadores não perderam pontos. O tie-break, que começou com Cilic punido por demora para sacar, viu Federer abrir vantagem quando o croata fez uma dupla falta. Foi, também o único mini-break do game. O suíço foi impecável com o serviço e, com um ace, fechou a parcial: 7/6(5).
Federer seguiu com seu primeiro serviço em altíssimo nível, com mais de 85% de acerto, o que lhe deixava mais à vontade para agredir nos games de devolução. Ele foi recompensado no quarto game. Depois de conseguir um break point com uma voleo vencedor, viu Cilic cometer uma dupla falta. Com a vantagem e a reta de chegada na mira, o ex-número 1 não vacilou mais.
Como o sérvio avançou
Djokovic percebeu rápido que o duelo com Cuevas não seria tão simples. Logo no terceiro game, cometeu dois erros do fundo de quadra e viu o uruguaio vencer dois pontos junto à rede para quebrar o número 1 do mundo. O sérvio reagiu imediatamente, com um game impecável do fundo de quadra, e devolveu a quebra para igualar o placar em 2/2. Depois disso, Cuevas teve mais problemas. Sem um saque potente o bastante para ganhar mais pontos "de graça", o uruguaio tinha que conquistar cada ponto em longas trocas do fundo de quadra. Contra Djokovic, a tarefa era dura demais. Nole são só conseguiu uma quebra de vantagem no oitavo game, abrindo 5/3, como saiu de 0/40 para fechar o set na sequência.
Cuevas não tinha armas para desestabilizar o sérvio, e a partida tomou um rumo sem volta: trocas mais longas, com o número 1 do mundo levando a vantagem na maioria delas. Nem as bolas mais altas nem as curtinhas de Cuevas tiravam o sérvio de seu nível normal de tênis. Foi assim, com mais duas quebras de saque e nenhum break point cedido, que Djokovic fez 6/2 na segunda parcial. O terceiro set não foi muito diferente. Nole quebrou Cuevas logo no primeiro game até jogou dois games longos depois, em que precisou salvar quatro break points, mas seguiu sem perder o serviço até fechar o jogo. Foi sua 350ª vitória da carreira em slams.
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