Diretor da CBF vê mudanças possíveis no Estadual só a longo prazo
A diretoria de Competições da CBF entende que a longo prazo os Estaduais terão de ter sua importância reduzida, mas admite que há empecilhos políticos para essa mudança. Foi essa a opinião expressada pelo diretor da entidade, Virgílio Elíseo, em palestra na Associação Brasileira dos Executivos de Futebol (Abex).
O dirigente afirmou que o calendário para 2013, com a introdução da Copa do Nordeste, é um exemplo da direção que deve tomar as competições no país.
Assim, times grandes nordestinos só devem entrar em fases avançadas de seus campeonatos estaduais.
“Clubes [menores] que iniciassem mais cedo seriam premiados com a chegada à final dos Estaduais. E outros, que têm o calendário mais cheios, participariam só do estágio final”, exemplificou ele. “O campeonato regional corre em paralelo com o Estadual.”
Mas isso não significa que a CBF pense em acabar com as competições dos Estados, que hoje têm 23 datas. “A curto e médio prazo não imagino a extinção dos Estaduais”, disse ele, que ainda ressaltou a importância dos Estaduais para manter empregos em clubes menores.
Em seguida, ele explicou porque é impossível acabar com essas competições no momento. “Isso [Copa Nordeste] é um anúncio de que há possibilidade de mudança, mas é muito complicado por questões políticas. As federações são o Congresso da CBF. A CBF não pode mudar tudo na canetada. Ele [calendário] terá de mudar um dia”, contou Elíseo.
Sem essas alterações no curto prazo, o dirigente da CBF admite que o calendário estará muito apertado para 2013 e 2014 com a realizações da Copa das Confederações e da Copa do Mundo.
O cronograma previsto para o próximo ano, por exemplo, envolve 11 jogos da seleção brasileira durante a realização do Brasileiro. Há quatro em outros períodos.
“O mundo inteiro não tem o nosso calendário. Ficou muito apertado com Copa e Copa das Confederações”, afirmou Elíseo.
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