Débora virou abóbora
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A cabeleireira Débora dos Santos de santa nada tem.
Saiu de Paulínia, interior paulista, viajou por mais de 15 horas para Brasília, distante 900 quilômetros de sua casa, deixou dois filhos menores de dez anos aos cuidados do pai e juntou-se no acampamento de golpistas no Distrito Federal.
Confessou saber exatamente o que fez por lá.
Admitiu participar de tentativa de golpe de Estado, que sabia da existência de grupos armados, dos atentados com bombas e, com o humor típico do Urubu de Taquaritinga, o porta-voz do bolsonarismo Augusto Nunes, vandalizou a estátua A Justiça com a frase 'perdeu, mané'.
Pegou 14 anos nas penas somadas pelos cinco crimes que cometeu, a menor delas, um ano e seis meses, pela pichação da estátua.
Se tivesse se limitado ao ato tresloucado aos 37 anos, estaria livre, leve e solta para fazer o cabelo de sua clientela e educar os filhos ao lado do marido, pintor.
Mas, não.
A Débora que os neodefensores dos Direitos Humanos, os mesmos que sempre discursaram pelos humanos direitos, buscam transformar em Joana d'Arc não passa de uma humana da extrema direita.
Em matéria de desfaçatez é apenas outra da quadrilha de Roberto Jefferson, Daniel Silveira, Alan dos Santos, Paulo Figueiredo et caterva, além da família Bolsonaro e o pessoalzinho da Oeste.
Sim, nem por isso, quem tem sensibilidade, deixa de sentir dó dos filhos de Débora Abóbora.
Como de Rodrigo Constantino, aquele que fez lista de brasileiros que deveriam ser boicotados pela população, agora em luta contra câncer raro nos Estados Unidos enquanto segue em campanha contra a soberania do Brasil e pede dinheiro para o tratamento.
Em tempo: a lista de Constantino passou a ser usada para convidar seus integrantes às melhores festas do país.
Delas Débora Abóbora não poderá participar por longo tempo. Uma pena.