Detonado por torcida, Ronaldo já tem negociações para vender clube espanhol
Menos de um ano depois de vender a SAF que administra o futebol do Cruzeiro, Ronaldo Fenômeno está prestes também a deixar de ser dono do Valladolid, da primeira divisão espanhola.
O "Blog do Rafael Reis" apurou que o ex-atacante da seleção brasileira já tem negociações abertas para negociar os 82% das ações que possui do lanterna da La Liga.
O movimento não tem nenhuma conexão e é anterior aos recentes protestos feitos pela torcida do Valladolid contra seu presidente e acionista majoritário.
No último sábado, durante a derrota por 3 a 0 para o Real Madrid, torcedores exibiram cartazes amarelos com a frase "Ronaldo go home" ("Ronaldo vá para casa", em português) e entoaram cânticos como "Ronaldo, quero você fora do Zorrilla", "Vá agora" e "Onde está o presidente?").
Classificação e jogos
Ideia antiga
A possibilidade de vender o Valladolid é uma ideia que já tem sido maturada pelo astro há um bom tempo.
Em abril do ano passado, logo depois de abrir mão do Cruzeiro, Ronaldo chegou a anunciar que sua participação no clube espanhol também estava à venda. Quatro meses depois, no entanto, desistiu do projeto por considerar que nenhuma das propostas apresentadas era financeiramente interessante.
O Fenômeno assumiu o controle acionário do Valladolid em 2018, quando pagou 30 milhões de euros (R$ 313,4 milhões) por 51% das ações do time espanhol. Nos anos seguintes, o ex-atacante fez novos investimentos que ampliaram sua participação na sociedade até o patamar atual.
Por que Ronaldo vive sendo criticado?
O principal motivo de parte da torcida do Valladolid pegar no pé de Ronaldo e criticar sua atuação como presidente está no fato de ele priorizar as questões financeiras e estruturais do clube em detrimento dos resultados esportivos.
A gestão do Fenômeno se orgulha de ter reduzido consideravelmente as dívidas da equipe espanhola e de tê-la transformado em superavitária, ou seja, que arrecada mais do que gasta e dá lucro.
Também bate no peito para falar que o estádio José Zorrilla nunca esteve tão bonito e bem tão bem cuidado quanto agora.
No entanto, os sete anos de Ronaldo à frente do Valladolid não foram suficientes para livrar o clube do estigma de ser um "ioiô", que fica subindo e descendo entre a primeira e a segunda divisão da Espanha.
Desde que foi comprado pelo brasileiro, o time já experimentou dois rebaixamentos e dois acessos. Além disso, não conseguiu passar mais que duas temporadas consecutivas jogando na elite.
Vice-campeão da segundona em 2023/24, o Valladolid tem dado mostras de que continuará por mais um tempo com essa dura sina. Na atual edição da La Liga, ocupa a última posição e já tem seis pontos de desvantagem para o Alavés, primeiro time livre do rebaixamento.
Com apenas quatro vitórias no Espanhol, a equipe visita o Villarreal, amanhã, para tentar dar início a uma reação que impeça um novo retorno à segunda divisão.
2 comentários
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Julio Cesar da Silva
Por "cuanto" que o Fenômeno venderá a CBF se for eleito presidente? Quem dá mais...
Alexsandro Bovo
Esse time na Espanha é igual ao Avai.