Rafael Reis

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Reportagem

7 seleções 'diferentes' que estão a caminho da vaga para Copa-2026

Canadá, Estados Unidos, México, Japão, Argentina e Irã. Seis das sete seleções já classificadas para a próxima Copa do Mundo também foram ao Qatar-2022.

Mas, com o expressivo aumento no número de seleções participantes do torneio da Fifa (de 32 para 48), uma parte considerável das próximas vagas será preenchida por times como a Nova Zelândia, que voltará a disputar a competição após três edições de ausência.

O "Blog do Rafael Reis" deu uma olhada na classificação das eliminatórias mundo afora e agora mostra sete seleções diferentes (estreantes ou que raramente conquistam a classificação) que podem dar as caras no Mundial do próximo ano.

VENEZUELA
nunca disputou a Copa

Única seleção filiada à Conmebol que nunca esteve em um Mundial, tem sua chance de ouro para acabar com essa escrita. Atualmente, ocupa a sétima posição das eliminatórias sul-americanas, que dá vaga para a repescagem global. Tem um elenco cheio de jogadores conhecidos do torcedor brasileiro, como o zagueiro Nahuel Ferraresi (São Paulo), o volante José Martínez (Corinthians) e os meias-atacantes Jefferson Savarino (Botafogo) e Yeferson Soteldo (Santos). Na recém-encerrada Data Fifa, encerrou uma sequência de nove rodadas sem vencer ao bater o Peru e voltou a ficar em boa situação na briga pela classificação.

UZBEQUISTÃO
nunca disputou a Copa

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Imagem: Divulgação

Antigo integrante da União Soviética, o país asiático chegou a sonhar com a possibilidade de se classificar para a Copa já na rodada passada das eliminatórias. No entanto, o empate com o Irã combinado a outros resultados da semana impediram (ou será que adiaram?) o feito histórico. O Uzbequistão ainda está em situação confortável no Grupo A e precisa de só uma vitória nas duas rodadas restantes para carimbar o passaporte rumo à América do Norte. Seu principal jogador é o jovem zagueiro Abdukodir Khusanov, contratado pelo Manchester City na última janela de transferências.

ÁFRICA DO SUL
jogou pela última vez em 2010 (primeira fase)

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Imagem: Getty Images

Único país africano que já organizou uma Copa, está com a vaga bastante encaminhada. Os "Bafana Bafana" deixaram para trás o favoritismo da Nigéria e lideram seu grupo nas eliminatórias da CAF com uma confortável vantagem de cinco pontos para Ruanda, segunda colocada. Uma curiosidade que difere a África do Sul dos seus principais oponentes continentes é que a maioria dos seus jogadores atua no futebol local -a última convocação tinha só dois "europeus", um que joga na Inglaterra e outro, na Romênia.

BOLÍVIA
jogou pela última vez em 1994 (primeira fase)

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Imagem: AIZAR RALDES/AFP

É no momento a principal adversária da Venezuela pela vaga de repescagem que será dada à América do Sul. A Bolívia ocupa o oitavo lugar das eliminatórias e tem 14 pontos, só um a menos que o país de Nicolás Maduro. A principal arma da seleção dirigida por Óscar Villegas nem é um jogador, mas sim a altitude de La Paz (3.650 metros acima do nível do mar) e El Alto (4.100 m), cidades onde costuma mandar seus jogos. Dentro de campo, o destaque é Miguelito, meia-atacante emprestado pelo Santos ao América-MG, que já marcou cinco vezes no qualificatório.

CABO VERDE
nunca disputou a Copa

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Imagem: Divulgação

O país lusófono, ou seja, que fala português está desbancando o favoritismo de Camarões no Grupo D das eliminatórias. Cabo Verde tem um ponto de vantagem para a tradicional potência do futebol africano e, ainda por cima, jogará em casa no confronto direto da Data Fifa de setembro, que deve definir a seleção classificada da chave. A base cabo-verdiana atua em Portugal e conta com nomes como o atacante Jovane Cabral (Sporting) e o goleiro Bruno Varela (Vitória de Guimarães, mas que já jogou no Benfica e no Ajax).

JORDÂNIA
nunca disputou a Copa

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Imagem: Getty Images

Tratado normalmente como patinho feio dentro até mesmo do futebol do Oriente Médio, é uma das seleções de maior ascensão no planeta nos últimos anos. Em 2023, a Jordânia surpreendeu meio-mundo (especialmente a Coreia do Sul, sua vítima nas semifinais) ao ser vice-campeã da Copa da Ásia. Agora, já deixou o Iraque para trás, está na segunda colocação do Grupo B e depende só das suas forças para disputar o Mundial pela primeira vez na história. A seleção é formada basicamente por jogadores que atuam na liga local. A principal exceção é o camisa 10 Musa Al-Taamari, do francês Rennes.

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO
jogou pela última vez em 1974 (primeira fase)

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Imagem: Getty Images

Apesar de boas campanhas recentes na Copa Africana de Nações, como o terceiro lugar de 2015 e a quarta posição na última edição, o antigo Zaire continua com uma história em Mundiais resumida à participação de 1974, quando inclusive enfrentou o Brasil. Essa situação pode ser mudada pela geração do zagueiro Chancel Mbemba, do Olympique de Marselha, recordista de jogos pela seleção (90), e do centroavante Cédric Bakambu, do Betis. Juntos, eles estão deixando para trás o favoritismo do Senegal, vice-líder do grupo, com um ponto a menos que os congoleses.

Reportagem

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2 comentários

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Diego Correia de Moraes

Uol, faltou na minha opinião as 3 maiores novidades da copa. A ampla possibilidade de san marino (até então última colocada no ranking de clubes e sem vitórias na historia), Luxemburgo que é um pequeno país em Ascenção na Europa e Nova caledonia, quem nem país independente é, mas com o vice campeonato da Oceania tem grandes chances de estar na copa

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