São Paulo assina memorando com grego por investimento na base
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A diretoria do São Paulo e o grego Evangelos Marinakis assinaram um MOU (memorando de entendimento) sobre a parceria para investimento na divisão de base. O documento não é vinculante, isto é, ainda não estabelece obrigações entre as partes, nem multas.
Mas é mais um passo importante na negociação entre o clube tricolor e o magnata europeu. Com o MOU, as partes estabelecem os termos da continuidade das conversas entre as partes. Não há prazo, no entanto, para a conclusão do negócio.
Marinakis é dono do grupo de clubes que tem o Olympiakus, Nottingham Forest e Rio Ave.
O modelo do acordo é de um investimento feito pelo grupo do grego no São Paulo em troca de o clube ceder um percentual de transferências de jogadores tricolores da base. Marinakis só teria direito sobre jogadores formados a partir da entrada do dinheiro.
O total do investimento não é revelado. Os recursos seriam usados prioritariamente para financiamento da divisão de base e para captação de jogadores, cujos direitos teria percentual do grupo grego. O São Paulo gasta em torno de R$ 50 milhões por ano atualmente para manutenção de cotia.
Além disso, o São Paulo aposta no know-how esportivo do grupo de Marinakis. Haveria uma troca entre as duas partes. O Nottingham Forest, por exemplo, faz boa campanha na Premier League.
O acordo entre São Paulo e Marinakis, caso vá adiante, não implicaria em uma obrigação de o clube tricolor vender jogadores para os clubes do grego. No máximo, poderia haver uma preferência caso igualasse propostas de outros times.
A diretoria do São Paulo, no entanto, entende que uma parte do investimento poderia ser utilizado para outros fins, futebol profissional, pagamento de dívidas, etc. Mas, para isso, teria de haver uma regra bem clara de governança no acordo entre as duas partes.
Se de fato avançar para uma acerto, a negociação entre São Paulo e Marinakis deve inviabilizar qualquer acordo para a compra da SAF do Vasco, o que também foi prospectado pelo grego. Esse pelo menos é o entendimento da cúpula são-paulina.
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