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Projeto corintiano não comporta abertura, mas Sanchez já sinaliza conversa - 27/08/2010 - UOL Esporte - Futebol
UOL Esporte Futebol
 
27/08/2010 - 22h48

Projeto corintiano não comporta abertura, mas Sanchez já sinaliza conversa

Roberta Nomura
Em São Paulo

Escolhido como sede paulista dos jogos da Copa do Mundo de 2014, o novo estádio do Corinthians tem capacidade inicial prevista para 48 mil pessoas e não poderia abrigar a abertura do Mundial, como indicou nota oficial conjunta do governo do Estado de São Paulo, da prefeitura de São Paulo e da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) divulgada nesta sexta-feira. No entanto, o presidente corintiano, Andrés Sanchez, já sinalizou disposição para conversas e ampliação.

“O projeto é de 48 mil pessoas, mas estamos abertos a conversa. São Paulo não pode ficar refém, mas até agora ninguém falou comigo ainda”, afirmou Andrés Sanchez.

O mandatário do Corinthians participou de sessão solene na Câmara Municipal em homenagem aos 100 anos do clube na noite desta sexta-feira e inicialmente se recusou a falar sobre o assunto. Mas após a divulgação da nota oficial assinada pelo governador de São Paulo, Alberto Goldman, pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, Sanchez mudou a postura.

Em discurso na sessão solene, Andrés Sanchez prometeu “novidades e coisas boas” para o show que ocorrerá no Vale do Anhangabaú no dia 31 para o dia 1º de setembro, data do aniversário de 100 anos. E após as homenagens ao clube, o presidente corintiano cedeu e falou sobre o novo estádio.

Ainda sem confirmar a escolha do projeto, Sanchez sinalizou para uma das opções de Itaquera. O favorito é o da empreiteira Odebrecht em detrimento ao da Castro Mello Arquitetos. Outra opção seria Guarulhos, com auditoria da Augusto França Neto. Todas elas têm a capacidade inicial de 48 mil pessoas, abaixo do número exigido pela Fifa, de 65 mil pessoas.

“Para aumentar para 70 mil pessoas é uma diferença enorme. Vamos ver a conjuntura financeira para tudo isso”, explicou. Sanchez afirmou ainda que a data prevista para a conclusão do novo estádio seria entre o final de 2012 e o começo de 2013, o que também poderia deixar a arena apta a receber partidas da Copa das Confederações, no ano que antecede o Mundial.

Em coro com o prefeito Gilberto Kassab e com o governador Alberto Goldman, Sanchez afirmou que não quer o uso de dinheiro público na construção do estádio. “São Paulo não pode ficar de fora da abertura, é a maior economia do país, mas onde vai ser não é problema meu. Apesar de parecer hipocrisia, o Corinthians não quer contar com dinheiro publico”, afirmou o presidente corintiano.

Quando questionado pela indicação de Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do Comitê Organizador Local do Mundial, para que o novo estádio do Corinthians fosse utilizado, Andrés Sanchez tratou de colocar que o planejamento da arena foi para o clube e não para a Copa-2014.

“O estádio é do Corinthians. Mas fico muito feliz que os órgãos públicos e competentes tenham pensado nessa possibilidade”, disse o dirigente, que rechaçou o novo estádio como o principal ponto de seu mandato como presidente do clube paulista. “Meu maior legado é o novo estatuto que não permite mais a reeleição e não tem mais dono do clube, além do Centro de Treinamento, que vai ser inaugurado no dia 18 de setembro [no Parque Ecológico do Tietê]", finalizou.

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