Vice de futebol teme que manutenção do projeto possa interferir no futebol do Internacional no futuro
O vice de futebol do Internacional, Roberto Siegmann, acredita que a manutenção do projeto atual de reformas do estádio Beira-Rio, com recursos da instituição, possa interferir no futebol do clube no futuro. O dirigente teme que a situação financeira da agremiação fique ainda mais prejudicada caso o Conselho Deliberativo não aprove a contratação de uma empreiteira para concluir as obras de modernização do complexo vermelho.
O próprio cartola tomou iniciativas para economizar verbas. Após uma reunião com a direção do clube, sobre a situação financeira, Siegmann optou por acabar com o projeto Inter B e negociar jogadores para diminuir os gastos. A desclassificação na Taça Piratini, primeiro turno do Gauchão, acelerou o processo que foi decidido no encontro da diretoria. Atualmente, o Internacional tem um déficit mensal de R$ 5 milhões.
"Temo a manutenção do atual projeto interfira futuramente no futebol. Eu me preocupo com a situação financeira do clube. Ela não é anormal, mas sempre temos que nos preocupar. Onde estoura toda vez que tivermos uma dificuldade extrema no futuro? No futebol. Por quê? Os maiores gastos do clube são com o futebol. É normal que seja. Não estou fazendo nenhuma imputação. O que eu fiz no futebol não foi contra ninguém, foi em razão de uma necessidade. Se ela não existisse, eu deixava 300 jogadores no clube. Eu me manifesto porque eu me preocupo. Quem pensa no Inter para as gerações futuras, não pode se omitir", afirmou.
Mesmo com a preocupação do dirigente do futebol do Inter, o assunto não "ultrapassa" a porta do vestiário. Pelo menos essa é a opinião do técnico Celso Roth. O comandante da equipe vermelha garante que o assunto não interfere no grupo de jogadores, apesar de todos saberem da polêmica que foi criada nos últimos dias.
"Isso não chega ao vestiário. Não pode chegar. Não nos é pertinente. Nosso assunto é jogar futebol. Jogar da melhor maneira possível. Fazer o melhor time possível para conseguir todos os resultados possíveis. Isso que temos que fazer. A direção do Inter está muito bem encaminhada e fazendo as discussões que tem que fazer e ponto final. No vestiário, no dia a dia, essas coisas não penetram. A gente não está alheio. A gente ouve e tal, mas não nos compete dar opinião sobre isso", declarou o técnico.
No dia 14 de março ocorre à reunião no conselho deliberativo do Inter que irá definir como serão finalizadas as obras de modernização do Beira-Rio. Caso, os conselheiros não cheguem a um acordo, um novo encontro irá acontecer no dia 15 para uma definição por votação.
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