Conselheiros irão definir qual o modelo que o clube utilizará para a conclusão das obras do estádio
O conselho deliberativo do Internacional se reúne na noite desta segunda-feira com o intuito de esclarecer aos integrantes eventuais dúvidas que ainda não foram dirimidas desde o encontro do último dia 2 de março sobre qual modalidade o clube deve seguir para finalizar as obras de modernização do estádio Beira-Rio para a Copa do Mundo de 2014, parceria ou autofinanciamento.
Até o último sábado, os conselheiros participariam da exposição das ideais nesta segunda e, no mais tardar, na terça seria definido através de eleição o modelo. Mas um edital foi publicado pelo presidente do CD, Luiz Antônio Lopez, prorrogando a votação para o dia 21. Fato que surpreendeu e desagradou os integrantes da direção que querem encerrar o assunto para apresentar o quanto antes a solução para a Fifa sobre as garantias bancárias.
"Nesta segunda-feira teremos uma reunião e vamos discutir se o clube tem condições de fazer a votação no dia 15, terça-feira. Ou temos que empurrar para o dia 21. É uma questão estatutária, jurídica, que eu não tenho maior conhecimento. Temos que resolver internamente essa questão.O clube precisa encontrar uma solução. Por ser uma decisão que repercutirá no futuro do clube nos próximos 20 ou 30 anos, nada melhor do que levar a todas as esferas. Com menos de dois meses de gestão, levei esse assunto ao conselho consultivo, fiscal e deliberativo, que são as instantes que devem decidir uma questão tão relevante para o futuro do clube", afirmou o presidente Giovanni Luigi.
O dirigente nega que a Fifa esteja pressionando o clube com uma data, mas lembra que desde de julho do ano passado a entidade pede as garantias bancárias das obras e até o momento o Inter não conseguiu apresentar. Em 2010, 11 instituições financeiras foram procuradas para servir de avalistas, mas nenhuma aceitou conceder as garantias. Sem alternativas, a direção passou a trabalhar com a possibilidade de entregar a construção para a Andrade Gutierrez.
Neste caso, a empreiteira buscará os recursos de cerca de R$ 290 milhões junto ao BNDES, sem que o Inter precise arcar com os custos. Se o modelo for o escolhido, a empresa passa a explorar um edifício-garagem, as lojas que serão construídas no entorno do estádio, além das áreas vip, como os camarotes. Além disso, a AG construirá o centro de treinamentos para o clube. Se optar pelo autofinanciamento, precisará gastar cerca de R$ 158 milhões e corre o risco de não conseguir o volume necessário de valores para reformar o Beira-Rio a tempo para a Copa de 2014. Até agora, deste valor, o Inter tem assegurado R$ 53 milhões.
"Eu tenho recebido uma ligação semanal do Fábio Starling, que é o gerente geral (de relacionamento com as sedes) do Comitê Local da Fifa. A assessoria dele vem acompanhando o que o Internacional está fazendo, mas ele vem me ligando. Na última quinta-feira, recebi um telefonema dele e em nenhum momento ele estabeleceu um prazo final. Lógico, desde julho a Fifa vem mandando correspondências e solicitando um posicionamento sobre as garantias. Hoje teremos uma reunião para que os conselheiros fiquem preparados para votar naquilo que entendam que é melhor para o clube no futuro", declarou Luigi.
Mesmo com o edital adiando a votação para o dia 21, a definição pode ocorrer nesta segunda-feira. Para isso, basta que a maioria dos conselheiros opte pela definição na reunião ou na próxima terça-feira.
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