Flu já teve Romário, Roger e Edmundo juntos. Unimed não quer mais isso
“O Celso vai te comprar! O Celso vai te comprar!”. A música em tom irônico, cantada por torcedores do Fluminense em homenagem ao presidente da Unimed Celso Barros e seu poder financeiro, irá perder ainda mais volume em 2015. Desde 1999 como parceira do Tricolor, a cooperativa de saúde finaliza, até o final de novembro, detalhes para confirmar continuidade no clube na próxima temporada. A realidade, porém, é de redução de investimentos.
A decisão estratégica da empresa é colocada em prática desde o final de 2013 e será mantida pela patrocinadora. Romário, Edmundo, Ramon e Roger. Petkovic, Carlos Alberto e Conca. Washington, Dodô e Leandro Amaral. Deco e Belletti. Parcerias entre medalhões são coisas do passado.
A Unimed chegou ao Fluminense no pior momento do clube em sua história. O time estava na Série C e precisava se reerguer. O aporte financeiro da patrocinadora foi fundamental para a recuperação do clube dentro de campo. Celso Barros percebeu o retorno que a estratégia de investir em atletas consagrados dava em termos de marketing à empresa que comandava.
Diante da oportunidade, o médico não mediu esforços para contratar medalhões. Em mais de 15 anos de parceria, muitos deles passaram pelas Laranjeiras. Mesmo com alguns percalços, crises de relacionamento e brigas contra o rebaixamento, o Tricolor conseguiu resultados e se sagrou campeão duas vezes do Campeonato Brasileiro e uma vez da Copa do Brasil.
Em busca de vaga na Libertadores-2015, a diretoria do Fluminense se organiza para lidar com um orçamento apertado para a próxima temporada. Barros quer manter a ligação com o Tricolor, mas já deixou claro que fechará ainda mais as torneiras. No período em que esteve mais forte no futebol do clube, o presidente da Unimed já colocou cerca de R$ 70 milhões por ano no patrocínio – muito mais que o acordado em contrato.
Atualmente, o planejamento é cortar gastos e centralizar investimentos em apenas alguns atletas. Conca e Fred são nomes definidos por Celso Barros como prioridade. A contratação de novos jogadores de peso dificilmente acontecerá. Com recursos limitados, a diretoria tenta se desdobrar para manter peças importantes. As renovações contratuais de Diego Cavalieri e Gum, por exemplo, estão paralisadas. A parcela acordada com o Porto pela compra de Walter promete render novela.
O ano de 2014 já foi complicado para o Fluminense. Diante do corte financeiro, o clube teve que usar buscar desconhecidos no mercado para se reforçar. Por nomes de peso, como Cícero e Henrique, fez engenharia financeira e abriu os cofres.
Jogadores promissores observados em times menores e jovens das categorias de base irão ter maior espaço em 2015. A necessidade de enxugar a folha salarial, agora direitos de imagem de jogadores também são responsabilidade do clube, também reduz a capacidade de investimentos.
O UOL Esporte lista detalhes da parceria polêmica entre Fluminense e Unimed, mas que deve ter mais um capítulo em 2015. Veja:
ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}
Ocorreu um erro ao carregar os comentários.
Por favor, tente novamente mais tarde.
{{comments.total}} Comentário
{{comments.total}} Comentários
Seja o primeiro a comentar
Essa discussão está encerrada
Não é possivel enviar novos comentários.
Essa área é exclusiva para você, assinante, ler e comentar.
Só assinantes do UOL podem comentar
Ainda não é assinante? Assine já.
Se você já é assinante do UOL, faça seu login.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Reserve um tempo para ler as Regras de Uso para comentários.