Justiça determina penhora de R$ 2,4 mi do Cruzeiro por caso Jussiê
A justiça determina a penhora de 20% do faturamento diário do Cruzeiro até alcançar o valor de R$ 2,426 milhões. O montante será repassado a Francisco de Assis Pessanha Filho e Jonas Lopes de Carvalho Neto, antigos patronos do Goytacaz Futebol Clube, do Rio de Janeiro, por conta dos honorários sucumbenciais do caso Jussiê.
Os mineiros venderam o atleta ao Lens, da França, em janeiro de 2005, por 3,350 milhões de euros (US$ 4,34 milhões à época) e houve um processo contra a agremiação de Minas Gerais. Os clubes entraram em acordo, mas a dupla que advogava para a equipe à época não concordou com o montante pago. Os fluminenses receberam R$ 900 mil, enquanto pleiteavam R$ 9 milhões na justiça.
Luiz Felipe Carvalho Alvarenga, advogado de Francisco de Assis Pessanha Filho e Jonas Lopes de Carvalho Neto, entrou em contato com o UOL Esporte e elucidou a situação.
"O valor de R$ 2,4 milhões que a Justiça determinou penhora diz respeito à execução de honorários sucumbenciais dos antigos patronos do Goytacaz - Francisco de Assis Pessanha Filho e Jonas Lopes de Carvalho Neto -, verba de caráter alimentar", afirmou.
O UOL obteve acesso ao arquivo. Segundo o documento, a finalidade é "proceder à Penhora de 20% (vinte por cento) do faturamento diário do clube até o limite do valor exequendo de R$ 2.426.876,17, a penhora deverá ser realizada na tesouraria do clube, ficando o seu presidente como depositário".
A decisão foi assinada pelo juiz Ricardo Coimbra da Silva Staling Barcellos, de Campos dos Goytacazes, e está datada em 12 de dezembro de 2017.
O departamento jurídico ainda pode recorrer da decisão. O clube, inclusive, já prepara uma defesa para evitar que o fato aconteça, conforme apurado pelo UOL.
Fabiano Oliveira Costa, diretor jurídico do clube, foi procurado pela reportagem, mas não atendeu aos telefonemas. Contudo, uma pessoa ligada ao dirigente confirmou a intenção do recurso.
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