Meia ex-Atlético-PR é condenado à prisão por assassinato na Argentina

O meio-campista argentino Luciano Cabral, ex-Atlético-PR, foi condenado nesta segunda-feira a nove anos e seis meses de prisão pela morte de Joan Villegas, ocorrida em janeiro de 2017. A informação foi divulgada por jornais da Argentina.
O pai do atleta, José Cabral, também foi condenado e pegou pena de 16 anos de cadeia. Segundo o jornal Los Andes, as punições foram mais brandas do que as esperadas pela promotoria, uma vez que a participação de menores no caso foi descartada.
Pai e filho foram considerados coautores do homicídio de Joan Villegas, que morreu após ser atingido por vários golpes na cabeça enquanto caminhava por uma rua de Mendoza para comprar bebidas na companhia de um amigo. Segundo o jornal El Sol, Villegas fazia parte de uma gangue da cidade.
A mãe da vítima afirma que ele já havia sido ameaçado por familiares de Cabral no fim de 2016. Segundo ela, José e Luciano faziam parte de uma quadrilha que queria vender drogas no bairro onde Villegas foi assassinado.
Além de pai e filho, a Justiça argentina também condenou Axel Olguin a oito anos de prisão por envolvimento no caso. Brian Santana, menor de idade na época do crime, foi inocentado.
Revelado pela Comisión de Actividades Infantiles (CAI), equipe da cidade de Comodoro Rivadavia, Luciano Cabral chegou aos Argentinos Juniores em 2014. No ano sequinte, quando já tinha se naturalizado como chileno, foi convocado pela seleção do Chile para disputar o Sul-Americano sub-20. Em 2016, foi cedido ao Atlético-PR por empréstimo.
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