"Posso jogar": Dybala alinha parceria com Messi e mira futuro na Argentina
Paulo Dybala mudou de ideia. Bastou um jogo em alto nível para o astro da Juventus se convencer de que é possível atuar junto (e bem) ao lado de Lionel Messi na seleção argentina. Abraçado e reverenciado pelo capitão ao anotar o segundo gol na vitória por 2 a 1 sobre o Chile, que assegurou o terceiro lugar da Copa América para o time alviceleste, o camisa 21 saiu da Arena Corinthians em alta: procurado pela mídia, cheio de sorrisos e confiante em um ótimo futuro para a equipe nacional.
Na visão do jogador da Juve, as vitórias com a Argentina virão conforme a evolução dos jovens e a consolidação do trabalho de Lionel Scaloni. O triunfo também passa por um entrosamento ainda maior com Messi, como o demonstrado diante dos chilenos na disputa pelo bronze da Copa América.
"Seguramente que posso jogar [ao lado de Messi]. É questão de se treinar mais, de conhecer mais o seu companheiro e ter mais sintonia. Saber que, se um fica mais para frente, outro recua para pegar a bola e entregar, e vice-versa. É questão de entendimento", respondeu o jogador no último sábado, após a vitória sobre os chilenos no estádio corintiano.
Contra o Chile, Dybala ganhou a primeira chance como titular na Copa América e correspondeu. Fora o gol decisivo para o bronze, o atacante da Juve mostrou boa movimentação e saiu do campo com o prêmio de melhor da partida.
"Estava com muita vontade. Sempre quis jogar, formamos um grupo maravilhoso e temos que entender quando se joga ou não. Trarei de dar o melhor de mim, do jeito que pediu o treinador, e esperei a oportunidade. Sabia que teria a chance, cumpri e conseguimos ir bem", afirmou.
"Foi um gol importante e em uma competição importante, que sigamos assim para sempre somar o que vem pela frente. Sempre tratei de dar o melhor de mim, e sempre quero jogar. Tenho respeito por todos os companheiros e todos aqui têm por mim. Estou feliz pelo que fizemos", acrescentou.
Mesmo respondendo mais questionamentos sobre a própria atuação, Dybala não ignorou o tema mais repetido pelos argentinos nos últimos dias: a atuação do árbitro equatoriano Roddy Zambrano na semifinal contra o Brasil. Crítico, o jogador vê este fator como decisivo para definir os rumos da competição - a seleção de Tite acabou com o título.
"Merecíamos mais do que o terceiro lugar. Jogamos bem no jogo anterior [Brasil], mas por algumas questões que sabemos acabamos na disputa de terceiro e quarto", sugeriu Dybala, que valorizou o grupo formado por Scaloni para a competição disputada no país pentacampeão mundial.
"Era um grupo novo, com um monte de garotos que tinham muito a dar. Formamos um grupo espetacular. O início não foi fácil, porque os resultados não vieram. Mas, a Colômbia, que venceu a gente na estreia, caiu nas quartas e nós ficamos até o último jogo. Merecíamos mais", encerrou Dybala.
Para sustentar a evolução citada por Dybala, a Argentina tem dois amistosos pela frente no mês de setembro: diante do Chile, rival superado no último fim de semana pela Copa América, e México, equipe comandada por Gerardo Martino e consagrada com o título da Copa Ouro.
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