Caso Daniel: Justiça julga recurso que pode dar liberdade a Allana Brittes
O Superior Tribunal de Justiça julga na tarde de hoje (6) o pedido de habeas corpus que pode devolver a liberdade a Allana Brittes, 18, presa por envolvimento no assassinato do ex-jogador Daniel Corrêa. A sessão está marcada para começar às 14 horas, e cinco ministros irão votar. O relator é o ministro Sebastião Reis, que negou a solicitação quando julgou a liminar do caso em março deste ano alegando periculosidade da ré.
Em seu despacho, o magistrado ressaltou que Allana procurou testemunhas para obrigar a relatarem "uma versão diversa dos fatos a ser apresentada caso fossem chamadas para prestar esclarecimentos". Toda a família Brittes participou de encontros com pessoas que estavam no local do crime, mas em outro trecho o ministro justificou que "Allana era sempre quem fazia primeiro o contato às testemunhas".
No pedido de habeas corpus, a defesa da família Brittes alegou que a jovem sequer foi indiciada pelo homicídio do ex-jogador e sempre foi mantida como personagem secundária do caso. Acrescentou ainda que as condutas da cliente foram desdobramentos de ações do pai, Edison Brittes, réu confesso da execução e mutilação de Daniel. A defesa enviou a seguinte nota à reportagem do UOL Esporte:
"A defesa técnica de Allana Brittes confia na Justiça e aguarda com tranquilidade seu pedido de liberdade".
A partir das 14 horas, os cinco ministros da Sexta Turma do STJ vão decidir se a Allana vai poder responder o processo fora da cadeia. A ordem das ações a serem julgadas será conhecida somente instantes antes da sessão ser aberta. A expectativa é seguir o rito normal, e o habeas corpus de Allana ser avaliado no mesmo dia.
A prisão de Allana foi determinada em 1º de novembro, e atualmente ela está na Penitenciária Estadual de Piraquara, região metropolitana de Curitiba. A jovem responde pelos crimes de corrupção de menores, coação de testemunhas e fraude processual.
Daniel Corrêa foi assassinado em 27 de outubro do ano passado, e Edison Brittes confessou o crime. A defesa alegou que o ex-jogador tentou estuprar a mulher dele, Cristiana Brittes. O Ministério Públio sustenta que não houve tentativa de violência sexual. O processo tem sete réus, entre eles Edison e Cristiana Brittes. Somente Evellyn Perusso responde em liberdade.
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