Sylvinho falha como 1ª aposta em nova frente brasileira na elite europeia
Sylvinho deixou o cargo de auxiliar técnico de Tite na seleção brasileira para se tornar a primeira aposta da nova geração de técnicos brasileiros na elite da Europa. Não deu certo. Quase cinco meses depois do desligamento na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e menos de 60 dias após o início do Francês, o ex-lateral de Corinthians e Arsenal perdeu o emprego no Lyon, demitido hoje (07) depois da derrota por 1 a 0 no clássico contra o Saint-Etienne.
A interrupção do trabalho é consequência do pior início do Lyon no Campeonato Francês em 24 anos. Foram sete partidas sem vitória, e a aposta brasileira ficou insustentável. Nem o respaldo do também brasileiro Juninho Pernambucano, maior ídolo da história do clube e atual diretor esportivo, segurou Sylvinho no cargo de comandante.
O antigo auxiliar de Tite figurava como uma rara novidade brasileira no mercado das principais ligas europeias. Desde Ricardo Gomes em fevereiro, quando o treinador deixou o Bordeaux, o Brasil não constava na lista dos países representados nos principais torneios europeus. Mas Gomes é de outra geração, diga-se: começou na carreira em 1996 no país pelo PSG.
Já Sylvinho estreava no cargo diretamente em uma equipe de grande porte na França. O cenário parecia extremamente favorável para o ex-lateral, que assumiria um time grande, mas sem a pressão pelo título, toda direcionada ao Paris Saint-Germain de Neymar.
Além disso, o antigo auxiliar de Tite ainda trabalharia sob chefia de um compatriota. E não um brasileiro qualquer: Juninho Pernambucano, um dos maiores ídolos do clube francês.
O treinador também teria logo na primeira temporada a chance de atuar no maior alto nível, já que o Lyon joga a Liga dos Campeões da Europa. O triunfo por 2 a 0 contra o RB Leipzig, na semana passada, serviu como último respiro de Sylvinho, inclusive.
O retrospecto extremamente negativo no Francês, contudo, determinou a passagem fracassada da nova aposta brasileira na elite europeia. Sylvinho começou bem ao comandar o Lyon a duas convincentes vitórias no início de Ligue 1: 3 a 0 sobre o Monaco e 6 a 0 sobre o Angers.
Depois da goleada em agosto, no entanto, os resultados desapareceram de maneira retumbante. Foram quatro derrotas e três empates na sequência pela liga nacional. Ao todo, Sylvinho dirigiu o Lyon em 11 jogos e obteve três triunfos nas duas competições.
O último resultado negativo veio no fim de semana, quando um gol nos acréscimos determinou a derrota por 1 a 0 no clássico contra o St. Étienne; foi a gota d'água para Juninho e a diretoria optarem pelo fim da trajetória do ex-auxiliar de Tite.
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