Atlético-MG freia investidas no mercado e conta com compreensão de Sampaoli
Quando o Atlético-MG finalmente conseguiu convencer Jorge Sampaoli a treinar o clube, o presidente Sérgio Sette Câmara se comprometeu a reforçar o elenco para o argentino. Depois disso, Alexandre Mattos foi oficializado e se encarregou dessa tarefa. Mas a pandemia do novo coronavírus fará com que o Galo não vá com tanta força para o mercado da bola. Com as finanças comprometidas, o clube terá que organizar a casa primeiro, e conta com a compreensão do técnico para isso.
Assim como Sampaoli, Mattos chegou ao Atlético com a expectativa de fazer contratações pontuais para deixar o time na primeira prateleira do futebol nacional. Parte do montante para eventuais contratações vem de parceiros, como a MRV e o banco BMG, que auxiliam o clube há anos. O problema é que a crise decorrente da pandemia de coronavírus também afeta os investidores, que devem cortar fastos.
Como o Atlético não anda com os cofres cheios, Sampaoli já está ciente de que pode não ter os jogadores que solicitar à diretoria.
"O Sampaoli é bastante inteligente para entender que isso faz parte de um processo que fugiu ao nosso controle. E ele precisa entender isso", afirmou Mattos, em recente entrevista à Band.
Certo é que o Atlético não deve oficializar nenhum reforço enquanto o calendário brasileiro estiver parado. Isso ocorrerá também em respeito aos jogadores e parte dos funcionários que tiveram seus salários reduzidos.
Sampaoli já deu sinais de compreensão
Recentemente, o Atlético comunicou o corte de 25% nos salários de jogadores, comissão técnica e dirigentes. Além disso, funcionários e colaboradores que recebem mais de R$ 5 mil também tiveram suas remunerações afetadas. Na época, o treinador aprovou a medida e pediu um esforço de todos.
"Ninguém se salva sozinho. Isso acontece no mundo, em uma sociedade, em uma equipe ou em um clube. A realidade indica que é um momento de entender o que está acontecendo e colaborar. Decidimos diminuir nosso salário. Isso vai além de ser solidário ou não. Existe uma situação no planeta que se reflete na situação do clube e, como sou privilegiado, posso contribuir para tentar superá-la da melhor maneira", disse Sampaoli.
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