Política movimenta Atlético-MG a um mês da eleição presidencial no clube
Os bastidores do Atlético-MG ganham novos contornos por causa da eleição presidencial no clube. O pleito, marcado para 11 de dezembro, faz conselheiros se movimentarem para a formação de chapas visando a escolha do mandatário que comandará o Galo no próximo triênio, entre 2021 e 2023.
Grupos políticos dentro do Conselho Deliberativo conversam para costurar acordos, mas até agora não há a definição de quem ou quais serão os candidatos escolhidos para concorrerem à cadeira presidencial atleticana.
Nem mesmo a presença do atual presidente Sérgio Sette Câmara está confirmada para uma tentativa de reeleição. Há quem diga nos corredores do clube que o dirigente pode tornar pública em breve sua saída da corrida presidencial alvinegra.
E quem sabe essa confirmação possa acontecer hoje (12), em entrevista coletiva na sede de Lourdes. A diretoria atleticana marcou encontro com a imprensa para as 15h, mas não adiantou o motivo da conversa. Há apenas a informação oficial de que, além de Sette Câmara, o vice-presidente Lásaro Cândido estará presente.
Lásaro já disse que deixará o posto de dirigente do Galo no ano que vem. O advogado, um dos responsáveis por dinamizar e organizar o departamento jurídico alvinegro, por mais de uma vez confirmou sua saída.
O jurista iniciou sua trajetória na diretoria atleticana em 2009, se tornou diretor jurídico em 2011, com o convite do ex-presidente Alexandre Kalil, atualmente o prefeito de Belo Horizonte, e se licenciou do cargo em 2017 para concorrer ao posto de vice na chapa de Sérgio Sette Câmara.
Balanço da gestão
A entrevista de Sette Câmara e Lásaro Cândido servirá como espécie de balanço da gestão, que assumiu o clube em 2018. Essa informação foi apontada pelo blog do Victão e confirmada pelo UOL Esporte.
O assunto referente ao pleito eleitoral também deve entrar na pauta, mas sem uma garantia de que o atual presidente se colocará fora do páreo, mesmo sem 100% de apoio do Conselho, como ele gostaria que o cenário apontasse.
Divisão política
As definições políticas nos bastidores do Atlético-MG colocaram duas fortes alas do clube em "guerra fria". Os aliados de Alexandre Kalil estão de um lado e a base de Sette Câmara de outro. O atual presidente atleticano e o prefeito da capital mineira já se apoiaram em um passado recente, mas diferenças distanciaram os dois. Por isso, ainda não há um consenso em relação a um nome específico para sentar na cadeira da presidência pelos próximos três anos.
Nome que ganha força nos bastidores é o do empresário Sérgio Coelho, ligado ao grupo que atualmente dá as cartas no Atlético-MG e tem como balizas os maiores investidores do clube atualmente, Rubens Menin, Rafael Menin — que inclusive é o vice-presidente do Conselho Deliberativo preto e branco — Ricardo Guimarães e Renato Salvador.
Mesmo com as indiferenças políticas, há conversas entre os grupos dentro do Conselho sobre o nome de Sérgio Coelho, que já foi dirigente do Galo no passado. Ele foi vice-presidente durante os mandatos de Nélio Brant, entre 1998 e 2001, e de Ricardo Guimarães, entre 2001 e 2006.
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