Seleção alemã abandona amistoso contra Honduras após caso de racismo
A equipe olímpica de futebol da Alemanha deixou o campo de jogo cinco minutos antes do término do amistoso contra a seleção de Honduras, neste sábado (17), em Wakayama, sul do Japão, após o zagueiro Jordan Torunarigha, do Hertha Berlim, sofrer um insulto racista por parte de um jogador hondurenho.
O time se prepara para os Jogos Olímpicos de Tóquio, que começam no próximo dia 23. A Alemanha estreia no torneio antes mesmo da cerimônia de abertura. O jogo contra o Brasil está marcado para o dia 22, às 8h30 (de Brasília).
De acordo com informações do diário espanhol Marca, o jogador de ascendência nigeriana teria recebido insultos racistas de um membro de Honduras, ainda não identificado. A partida terminou empatada por 1 a 1 e o caso foi registrado pela seleção alemã em suas redes sociais.
Por meio do Twitter da equipe, o técnico da Alemanha, Stefan Kuntz, que será o primeiro adversário do Brasil nas Olimpíadas, confirmou o ocorrido e explicou os motivos que levaram a equipe a deixar o campo. "Quando um de nossos jogadores recebe insultos racistas, continuar jogando não é uma opção", explicou.
Ainda segundo Stefan, "Jordan ficou terrivelmente chateado porque disse que foi insultado repetidamente de forma racista: isso viola nossos valores, não podemos tolerar isso."
Honduras alega mal-entendido
Em resposta, a seleção hondurenha negou as acusações de racismo e disse que tudo não passou de um mal-entendido. "A Federação de Honduras sobre o assunto expressa que a situação se deve a um mal-entendido no campo de jogo".
Torunarigha é nascido na Alemanha, mas sua família é nigeriana e formada por profissionais do futebol. Seu pai, Ojokojo Torunarigha, atuou pela seleção da Nigéria e após aposentar-se chegou a ser treinador no Hertha Berlim. O irmão de Jordan, Junior Torunarigha, também é jogador de futebol.
Esta não é a primeira vez que Torunarigha é vítima de insultos racistas. Na partida da Copa da Alemanha de 2020, contra o Schalke em fevereiro do ano passado, o profissional do Hertha também foi vítima de racismo com sons de macaco em sua direção.
Naquele jogo de 2020, o jogador do Hertha foi expulso e depois deixou o campo em lágrimas com gestos de nojo e profunda frustração.
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