Técnico do Flu aponta erros que fizeram 'Dinizismo' levar 9 gols em 4 jogos
Em alta com a torcida do Fluminense, o "Dinizismo", como ficou conhecido o estilo de jogo implementado pelo técnico Fernando Diniz, tem tido suas dores e, talvez, precise olhar para dentro. O diagnóstico foi feito pelo próprio treinador, após o empate com o Corinthians, pela primeira partida da semifinal da Copa do Brasil, quando a vitória escapou nos minutos finais.
Questionado sobre o número de gols que o Tricolor sofreu nos últimos jogos — nove em quatro compromissos —, o comandante acredita que uma das causas possa ser exatamente como a equipe vem evoluindo no desempenho com a bola. Fora a análise fria dos números, Diniz acredita que o sistema defensivo está melhorando, mas ainda tropeça em erros individuais.
A posse de bola e troca de passes são algumas características do atual Fluminense, mas o treinador admite ainda buscar o equilíbrio para que o cenário onde os oponentes "chegaram duas vezes e fizeram dois gols" não se repita.
"Conforme o tempo vai passando, a gente fica um time mais criativo e envolvente. A gente sofre menos ataques e, uma das coisas que acontece com o time que tem esse tipo de comportamento é que quando tem de defender, às vezes, está meio desaquecido no jogo. Pode ser uma das possibilidades, mas, cravar o motivo... Não dá para saber. Hoje defendemos melhor do que antes. Eles tiveram duas bolas e fizeram dois gols. O sistema defensivo, como um todo, está se comportando bem. O que tem acontecido é que uma bola ou outra, com um erro que não costumamos ter, vira oportunidade ao adversário. Temos de corrigir e vamos atrás disso para ficar um time mais equilibrado", analisou.
Quis o destino que, justamente os passes fossem causadores de dor cabeça a Diniz. O técnico do Fluminense não rodeia ao falar sobre os gols sofridos contra Internacional e Fortaleza: classificou como "bobeada". Contra Coritiba e Corinthians, aponta que o time "entregou passes", e torce para que sejam erram pontuais. Ao mesmo tempo, há elogios à recomposição e um pedido para que as atenções se voltem aos próximos compromissos.
"Contra o Inter e o Fortaleza, teve um padrão tático. A gente bobeou. Era a jogada mais fácil de marcar no futebol, a bola longa do goleiro. Hoje não aconteceu isso. Nos outros jogos, a gente entregou passes que são complicados de explicar. A gente não costuma errar isso. Tanto uma coisa como outra é fácil de corrigir. Não é rotina. Tomara que seja pontual", afirmou.
"Se fosse sempre de bola parada ou nas costas de um lateral... O nosso sistema defensivo funciona bem, a gente recompõe rápido. Foram lances pontuais. No jogo de hoje, a gente entregou dois passes. É pensar para frente, saber que a gente fez um bom jogo e não teve um bom resultado. Procurar corrigir", completou.
No sábado (27), o Tricolor carioca tem o Palmeiras pela frente, pelo Campeonato Brasileiro, em uma nova decisão nesta semana. Atual vice-líder, o time das Laranjeiras busca a vitória para diminuir a distância para o próprio Verdão na luta pelo topo da tabela.
A diferença que hoje é de oito pode cair para cinco e firmar de vez o Flu entre os postulantes ao título, contrariando prognósticos feitos antes do torneio.
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