Santos: Ex-presidente preso bancou Robinho após condenação por estupro
Orlando Rollo, ex-presidente do Santos, foi preso hoje (18), por suposto envolvimento com o tráfico de drogas e crimes contra a administração pública.
Torcedor do Santos, Rollo foi membro da Torcida Jovem, organizada do Peixe, além de vice-presidente na gestão de José Carlos Peres, que antecedeu a atual, de Andres Rueda. Colocado de lado e com poucas funções, Rollo se envolveu em algumas polêmicas até o fim do mandato.
Entre as tantas brigas com Peres, que levaram o então presidente, na época, a usar um colete à prova de balas durante a votação da assembleia de sócios pelo seu impeachment, o que mais chamou a atenção foi a contratação de Robinho, condenado por estupro coletivo de uma garota albanesa, em Milão.
Na época, o atacante teria vínculo de cinco meses. Nos três primeiros, receberia um salário simbólico de R$ 1.500. Porém, o acerto previa bônus de R$ 300 mil após 10 partidas pelo Santos, além de mais R$ 300 mil após 15 jogos.
Também foi encaminhado um acordo para quitar uma dívida do clube com o atleta de pelo menos R$ 3 milhões, com um pagamento em fevereiro de 2021 e depois parcelas mensais para completar o valor total. Com sede de retornar, Robinho chegou a cogitar receber um salário de R$ 10.
Ainda em processo de condenação -ainda não haviam julgado em última instância- a torcida, por meio das redes sociais, protestou contra a chegada do então ídolo santista. A campanha foi tão grande que chamou a atenção dos patrocinadores do clube.
A Orthopride, empresa de ortodontia, rompeu contrato com o Santos motivada pela chegada do pedalada. O patrocinador anunciava dentro dos números da camisa do Peixe desde maio de 2018. Outros, como Philco, Kicaldo e Tekbond, também se posicionaram contra.
Assim que Andres Rueda assumiu o Santos em 2021, encaminhou a rescisão de contrato com Robinho e colocou ponto final na história. Desde então, a relação do atacante com o clube é superficial. Vale lembrar que ele foi condenando em todas as instâncias pelo caso de estupro coletivo. A última instância da Justiça italiana ocorreu em 19 de janeiro de 2022.
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