Situação de Dorival se complica após baile e vexame da seleção na Argentina
O campo e o resultado foram implacáveis. O passeio que a seleção brasileira levou da Argentina em Buenos Aires deixa a situação do técnico Dorival Júnior muito tensa na CBF. A pressão sobre o treinador aumenta mais e o futuro está em xeque.
Dorival já chegou pressionado à data Fifa, que começou em Brasília. Por mais que tenha vencido a Colômbia por 2 a 1, com um gol nos acréscimos, a derrota para os argentinos, com o baile que o Brasil levou, deixa escancarado o problema na seleção e joga por terra o discurso que evolução que o treinador vinha adotando nas Eliminatórias.
O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, viu tudo in loco. Antes da Data Fifa, ele disse que queria duas vitórias e, nos bastidores, já se tinha a informação de que Dorival não estava tão bem cotado. Agora, a situação do técnico da seleção fica ainda mais tensa.
Relacionadas
A vitória contra a Colômbia foi um alívio momentâneo, mas longe de dar a paz e calmaria completa ao trabalho atual na seleção.
Depois do que aconteceu em Brasília, o sentimento entre os que tomam decisão na CBF era de que só um atropelo da Argentina poderia gerar uma movimentação no comando da seleção. E o atropelo veio. Agora, os holofotes se voltam para as próximas ações de Ednaldo.
O dirigente acabou de ser reeleito para mais quatro anos à frente da CBF e já pegou a reta final de Tite e ainda teve os interinos Ramon Menezes e Fernando Diniz antes de contratar Dorival em definitivo.
A seleção teve espasmos nas Eliminatórias, saiu da situação mais complicada com Diniz, mas não engrenou até agora. E olha que Dorival teve cerca de um mês de treinos na Copa América. A seleção volta a jogar em junho, contra Equador e Paraguai. A chance de ser com um novo comandante só aumenta.