Falta de critério e 'Neymardependência': os 7 pecados de Dorival na seleção

O técnico Dorival Júnior está na berlinda após perder por 4 a 1 para a Argentina. A derrota escancara os problemas da seleção brasileira. Abaixo, o UOL traz sete pecados do trabalho de Dorival.

1) Falta de convicção

Dorival sempre oscilou entre ter ou não um centroavante. O trabalho começa com falso 9, depois aparece a lamentação pela ausência de Pedro, as tentativas por Endrick, Igor Jesus, João Pedro e Matheus Cunha.

O técnico disse que a seleção "se preparava para Pedro" e, antes dessa última Data Fifa, afirmou que "montava um time para Neymar", que não atua pela seleção há 15 meses e acabou cortado por lesão muscular.

2) Neymardependência

Dorival não encontrou um substituto para Neymar. Nem em termos técnicos, tampouco no sentido de protagonismo. Nenhum jogador assumiu essa responsabilidade. Rodrygo, Vini e Raphinha, destaques nos seus clubes, são coadjuvantes na seleção.

Essa dependência fica escancarada quando o treinador prepara a seleção com Neymar como titular antes de saber da lesão na coxa do craque do Santos.

3) A Copa América "perdida"

Dorival teve um raro tempo de preparação para a Copa América e, em campo, não se viu a evolução esperada.

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O Brasil passou mais de um mês treinando junto e insistiu na formação sem centroavante. Logo depois da eliminação nas quartas da competição para o Uruguai, o técnico passa a reclamar da falta de tempo e faz discurso sobre a importância de ter um camisa 9.

4) Sem soluções

Dorival pregou renovação, convocou caras novas a cada Data Fifa, mas não encontrou novos destaques. Nenhum atleta com menos experiência na seleção se firmou a ponto de ser titular absoluto.

Outros treinadores conseguiram alternativas autorais, como Raphinha para Tite. O meia-atacante estava no Leeds (ING) e era pouco falado.

5) Falta de repertório

Dorival alternou entre centroavante e falso 9, mas sempre teve três ou quatro atacantes. O técnico não testou um meio-campo mais povoado ou uma formação com três zagueiros. Isso ficou evidente quando o comandante colocou dois volantes contra cinco meio-campistas argentinos e foi dominado.

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Com problemas nas laterais, o treinador abuusou da "tentativa e erro", testou vários e não achou um caminho. Vanderson e Wesley foram os laterais-direitos dessa vez, enquanto Guilherme Arana comprometeu na esquerda.

6) Legado

Dorival utilizou pouco os principais talentos jovens da seleção. O caso mais claro foi o de Endrick. Estevâo também é um exemplo.

Endrick começou como titular, mas perdeu espaço e deixou de ser convocado com a justificativa de ser reserva no Real Madrid. Pressionado, o técnico voltou a chamar o garoto, não o escalou contra a Colômbia e o colocou "na fogueira" quando a Argentina já vencia por com 3 a 1.

7) Falta de critério

As decisões de Dorival Júnior às vezes são difíceis de entender. Disse que o Endrick não seria convocado por causa da reserva no Real Madrid, mas convocou mesmo com o jovem ainda na suplência do clube espanhol. Falou que o Brasil precisava de centroavante e depois deixou de chamar um 9. Igor Jesus e Luiz Henrique foram de titulares a sequer lembrados. Revelou que priorizaria atletas do futebol brasileiro para substituir os cortados e levou três da Europa.

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52 comentários

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Decio Domingos

Fraco e depender do Neynar é a prova da incompetência para continuar no cargo.

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Fernando Cesar Righetto

Já deu né Dorival e Ednaldo.... O primeiro sempre em contradição e perdido no tempo e o segundo nem sabe o que faz na CBF.... Lamentável essa situação e quem paga é a seleção que vai sim pra Copa, mas corre um sério risco de nem passar da fase de grupo. FORA DORIVAL E EDNALDO!!!

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Onício Pires Costa

Infelizmente, é um treinador sem noção daquilo que faz. Acho que chama jogadores de acordo com os empresários. A culpa não é só dele, a CBF virou vitrine de empresários, por isso essas confusões na cabeça do treinador, fala uma coisa e faz outra, além de ser inexperiente como treinador de seleção. Hoje é uma fria muito grande assumir a seleção, pois tem que rezar cartilhas já montadas. Convoca fulano, pois para jogar na Premier League tem que passar pela seleção, virou um negócio. Acreditar que pop star ainda vai dar alguma coisa na seleção, é história para boi dormir. É lamentável ver a ridícularidade dessa seleção, com uma gestão subserviente a empresários.

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