Zé Ricardo fala sobre reforços e elogia estrutura do Ninho do Urubu
Zé Ricardo segue preparando o Flamengo para a temporada no Ninho do Urubu, e nesta quinta-feira concedeu sua primeira entrevista coletiva do ano. O treinador falou sobre os reforços do clube rubro-negro para a temporada. Até o momento fora três: Trauco, Conca e Rômulo. A ideia do clube é de trazer pelo menos mais um atacante para o elenco - Berrío do Atlético Nacional interessa.
"Quando saímos de férias, deixamos o planejamento feito, as contratações, as carências indicadas também. Deixamos quatro, cinco nomes por posição. Das contratações que sugestionamos, conseguimos duas pontualmente: Rômulo e Trauco. O Conca foi uma opção de mercado, que a gente logicamente foi comunicado e deu o sinal positivo. Ainda buscamos no mercado, sem pressa e afobação, dois jogadores ofensivos para a gente completar o elenco."
O treinador também elogiou bastante a nova estrutura do Flamengo no Ninho do Urubu, que vem abrigando o elenco durante a pré-temporada. Assim como os jogadores, o treinador dorme nas instalações do novo módulo profissional do Fla.
"(É ) um orgulho participar desse módulo profissional. Quando cheguei aqui em 2005, tínhamos apenas um campo e uma casa, onde era feito tudo aqui. Ver essa transformação deixa a gente feliz e orgulhoso por participar desse trabalho no novo módulo. O Flamengo só tem a ganhar com isso. Os atletas percebem a diferença. Esses dias que estamos aqui, evoluímos muito nos aspectos físicos e técnicos. Podemos trabalhar com temas multidisciplinares na parte da noite, podendo esclarecer coisas com os atletas. Temos diversos temas", disse o comandante rubro-negro.
Nas primeiras partidas do ano, o Flamengo terá de mandar seus jogos fora do Rio, já que não pode contar com o Maracanã - a Arena da Ilha do Governador só ficará pronta na parte final de fevereiro. Zé Ricardo lamentou a situação do Maracanã e disse chegar a dar vontade de chorar.
"Como carioca e morador de Vila Isabel, fico muito triste de ver o Maracanã nessa situação. Fez parte da minha infância. Lamento muito esse imbróglio acontecendo. Depois de uma reforma para Copa do Mundo e outra para Olimpíada, a gente escutar que está fechado e em condições ruins, dá até vontade de chorar", disse, indo além.
"Esse caso do Maracanã aqui está nas mãos da presidência do clube, vendo o que é melhor para o clube. Vamos preparar a equipe no campo e na bola para as competições. Tomara que a gente resolva isso, se for bom para todas as partes, que a gente possa ver o Maracanã. O Maracanã é patrimônio do povo, do carioca, do brasileiro. Então, a gente fica triste por isso. Maracanã vazio é lastimável", completou.
Mancuello
Por fim, o treinador revelou conversa com Mancuello para estudar a possibilidade de mudar a posição do argentino em campo. Nos primeiros treinamentos da temporada, o agora camisa 11 vem sendo usado na ponta direita.
"Na minha chegada ao profissional, conversei com o Mancuello para utilizar ele mais na frente, no lado oposto que ele está acostumado. Por ele nunca ter jogado ali, não se sentiu tão à vontade. No meio do ano, ele me procurou falando que talvez conseguiria fazer. Vamos fazer uma experiência e ver se rende. Notoriamente é um jogador com qualidade e talento, e a gente tem uma maneira mais estabelecida de jogo", disse.
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