Alta cúpula da Globo marca reunião com Fifa por 'paz' e Copa do Mundo
A direção da Globo marcou, para o início de fevereiro, uma reunião com mandatários da Fifa para acalmar os ânimos e conversar sobre o futuro da parceria entre a TV e a entidade. A relação está estremecida desde que a emissora entrou com um processo na Justiça brasileira para não pagar uma parcela de US$ 90 milhões (R$ 476 milhões na cotação atual), referente ao contrato de direitos de transmissão de competições entre 2015 e 2022 - incluindo a Copa do Mundo do Qatar.
Segundo apurou o UOL Esporte, o objetivo é ressaltar como a Globo é uma parceira histórica da Fifa e que o fato passado foi apenas algo excepcional. Para isso, serão mostrados números de audiência e alcance de eventos exibidos nos últimos anos, como a Copa do Mundo Sub-17 e a Copa do Mundo feminina - que teve no Brasil seu maior resultado em todo o mundo, por causa da exposição em TV aberta -.
Outro ponto que a Globo vai alegar é que pagou em dia todas as parcelas do contrato. A emissora também pretende demonstrar que vai cumprir os compromissos futuros e que o mercado de eventos esportivos sofreu como um todo, não apenas a própria emissora. Curiosamente, a reunião vai contar com executivos que não costumam realizar esse tipo de trabalho.
Entre eles, estará o presidente-executivo do Grupo Globo, Jorge Nóbrega. Ele é um nome mais ligado às decisões burocráticas do grupo, que não negocia diretamente com parceiros. No entanto, esse perfil parece estar mudando.
Não é a primeira reunião da Globo com federações de futebol para tentar melhorar a relação. Em outubro de 2020, diretores do grupo foram até o Paraguai para conversar com o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, logo após a emissora abrir mão dos direitos da Libertadores - vendidos para o SBT.
Internamente, a informação da reunião tem uma única interpretação: a Globo não quer que o litígio judicial prejudique negociações futuras. Entre elas, a própria renovação de contrato da Copa do Mundo para 2026.
Vale ressaltar que a Globo venceu em duas instâncias na Justiça do Rio de Janeiro a Fifa e conseguiu não pagar a parcela prevista para 2020. A Fifa tentou recorrer, mas seus argumentos não foram aceitos pelos desembargadores que julgaram o caso na 6ª Vara Empresarial do Rio.
Procurada para falar sobre o assunto, a Globo enviou o seguinte comunicado: "Não há reunião marcada. As conversas da área de aquisição de direitos são constantes". A Fifa não respondeu até o fechamento da reportagem.
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