Potência dos esports vai da inspiração no Corinthians ao futebol com Neymar

Principal organização de esports da América Latina, a Furia expandiu suas atividades das telas de computadores para o campo de futebol no fim do ano passado, com direito a envolvimento de Neymar.

Inspiração corintiana

André Akkari, um dos fundadores e Co-CEO da Furia, é corintiano fanático. Em 2017, ele se juntou a Cris Guedes, "parça" de Neymar, e a Jaime Pádua na empreitada, mesmo inicialmente alheio ao mercado dos esports. O ex-campeão mundial de pôquer queria investir e ficou interessado pelo lado competitivo dos jogos eletrônicos.

O empresário vê a organização como "uma mistura de empresa com um negócio de paixão". Torcedor de carteirinha e com o esporte na bagagem, ele buscou explorar a ligação com os fãs à medida que a marca da Pantera ia crescendo. O Corinthians foi o principal impulsor para Akkari.

Eu vivi o Corinthians desde pequeno, não tem como você não herdar a parada toda. Eu trago tudo isso e tenho certeza de todo mundo aqui, os palmeirenses fanáticos, os são-paulinos doentes que estão aqui também trazem essa parada. A gente entra em uma sala aqui de guerra trazendo tudo que a gente tem de background por ter vivido isso. [...] Como o esport ficou muito forte na nossa vida, hoje o jogo da Fúria é, para mim, que nem o jogo do Corinthians. André Akkari, ao UOL

André Akkari, co-CEO da Furia
André Akkari, co-CEO da Furia Imagem: Reprodução/Instagram/aakkari

O Corinthians não é uma SAF, então eu não vejo como uma empresa, vejo como um clube, como uma religião. Já a Furia é uma empresa, mas eu também consigo ver ela como uma religião, como um clube, como um negócio de paixão. André Akkari

Neymar, de embaixador a presidente

A Furia criou no ano passado um time de futebol de 7 para participar do Mundial da Kings League, criada por Gerard Piqué. Com Neymar na torcida, a equipe chegou às quartas de final, perdendo para os compatriotas da G3x, de Gaules, que veio a ser vice-campeã.

Agora em 2025, a Furia vai participar da primeira edição da Kings League no Brasil. A Pantera será um dos dez times que disputarão o campeonato, que terá apresentação oficial no próximo dia 24 e será disputado ainda no primeiro semestre deste ano, em São Paulo.

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Sempre tivemos essa vontade de ser um clube de paixão independentemente do jogo. A Kings League foi a chave que a gente conseguiu para ir para o Mundial, fazer uma degustação de alguma coisa impressionante, porque a audiência foi bizarra, muita gente torcendo, muita gente envolvida. E aí, depois que você experimenta uma parada dessa, é difícil você recuar, você não quer mais voltar atrás. André Akkari

A Furia sempre teve Neymar como torcedor, mas agora ele será um dos presidentes da equipe na Kings League no Brasil. Amigo pessoal de Akkari e de Cris Guedes, o atacante sempre acompanha a Furia nas modalidades de esports e era uma espécie de embaixador.

O Neymar nunca teve nada burocrático, nunca foi sócio, nunca teve nenhuma participação. Só que gosta muito da Furia. São pessoas que ele gosta muito, jogos que ele gosta muito, ele vive essa parada. Ele curte Counter Strike, ele joga bem para caramba. Então, ele sempre viu na Furia um jeito de ele ser generoso, de distribuir o amor dele com a gente. Akkari

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