Game no caixão: na Espanha, menor 'escape room' do mundo brinca com a morte

O medo de ser enterrado vivo em um caixão aterrorizou os personagens do escritor Edgar Allan Poe e agora inspirou o que está sendo considerada a menor "escape room" do mundo, uma experiência com tema mórbido, não recomendada para os claustrofóbicos.

O jogo foi desenvolvido pela empresa espanhola Horror Box, de Barcelona, e se chama "Catalepsy" (Catalepsia), uma referência à condição médica que é facilmente confundida com a morte.

Miriam Castella participa do "escape room" Catalepsia
Miriam Castella participa do "escape room" Catalepsia Imagem: REUTERS/ Albert Gea

Os participantes têm 30 minutos para escapar de dentro de um caixão, resolvendo enigmas por meio de um trabalho de equipe com um parceiro que está em um caixão ao lado, comunicando-se por meio de alto-falantes. Eles são monitorados por câmeras pela "gamemaster" Aurora Alvarino, que definiu a experiência como "ginástica para a mente".

Ela afirmou que a atração tem como objetivo recriar "uma situação que, cedo ou tarde, todos nós experimentaremos: nosso próprio funeral".

Miriam Castella e Carlos Granedo participam do "escape room" Catalepsia
Miriam Castella e Carlos Granedo participam do "escape room" Catalepsia Imagem: REUTERS/ Albert Gea

Miriam Castella, uma atriz de 22 anos selecionada para demonstrar o jogo, reconheceu ter ficado "com um pouco de medo" assim que a tampa do caixão foi fechada. Seu parceiro, o dançarino Carlos Granedo, de 39 anos, afirmou que já participou de 15 "escape rooms", mas descreveu essa experiência como única.

Ao comprar a atração, os clientes podem customizar o caixão ou até escolher se querem ser "cremados" com chamas e fumaça virtuais.

Miriam Castella e Carlos Granedo participam do "escape room" Catalepsia
Miriam Castella e Carlos Granedo participam do "escape room" Catalepsia Imagem: REUTERS/ Albert Gea
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"Catalepsy" se inspira no medo de ser enterrado vivo, chamada tafofobia, que foi disseminada durante o século 19 e refletida no conto "Enterro Prematuro", de Edgar Allan Poe, e que foi adaptado aos cinemas em 1962.

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