Promissora, 'Industry' leva competitição no mercado de trabalho ao extremo
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Resumo da notícia
- Série marca retorno de Lena Dunham ao gênero após o sucesso de "Girls"
- Apesar de ambientada no mercado financeiro, projeto funciona também como drama adolescente
- Já no primeiro episódio excesso de trabalho e assédio moral são colocados em jogo
Depois de fazer de "Girls" sua primeira série como atriz e diretora um sucesso, Lena Dunham volta a firmar parceria com a HBO em "Industry", drama que acompanha jovens trainees tentando garantir um emprego no mercado financeiro. A proposta da série não é exatamente nova e exibe vários personagens fazendo de tudo para subir na vida e mostrar esforço em um mundo cruel. O que chama atenção aqui é que, já no episódio piloto, a competitividade e o assédio moral são levados a extremos.
Por causa da alta exigência do mercado de trabalho financeiro, os protagonistas precisam o tempo todo mostrar serviço. Há quem chegue a dormir no escritório por dias a fio. Há quem recorra às drogas. Há quem morra após um ataque de pânico por ter errado na impressão de um documento a fonte exigida para o texto. O que se vê no novo seriado do canal por assinatura é o entendimento de que vivemos tempos em que ter vida social fora do trabalho parece um privilégio. E que a pressão para ser bem sucedido só aumenta.
Embora tenha um primeiro episódio promissor, há que se reconhecer que os principais personagens correspondem a estereótipos já explorados no gênero. Há a pobre menina rica, a garota esforçada que esconde um segredo, o CDF, o festeiro, o gay que tenta se encaixar em padrões para fugir do preconceito. É fácil de imaginar a razão de recorrer a esses arquétipos: embora seja ambientado no mercado financeiro e por vezes possua linguagem cheia de jargões da área, no geral, "Industry" pode funcionar como uma série que atrai também o público jovem. Quase como um "Gossip Girl" do mundo corporativo.
Apesar das ressalvas, parece um projeto promissor.
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