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Venda da ESPN mais próxima com nova estrutura, cortes e demissões na Disney
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A Disney anunciou nesta quarta-feira que irá demitir 7 mil funcionários e cortar mais de US$ 5,5 bilhões (R$ 28,6 bilhões) em custos.
Pressionada por investidores ativistas que cobram mudanças na direção da empresa, a Disney também disse que tornará a ESPN e a plataforma de streaming do canal de esportes uma nova unidade independente.
A mudança é vista pelo mercado como um movimento para facilitar a venda da ESPN. A nova estrutura já começa a valer imediatamente.
"Essa reorganização resultará em uma abordagem coordenada e mais econômica para nossas operações", disse o CEO Bob Iger a analistas em uma teleconferência. "Estamos comprometidos em operar com eficiência, especialmente em um ambiente desafiador."
Apesar dos crescentes comentários do mercado, Iger disse que não tem conversas ativas para vender a ESPN neste momento. "Não estamos conversando no momento ou considerando uma cisão da ESPN", disse o CEO aos investidores.
O executivo acrescentou que "a ESPN é um diferencial para essa empresa, é a melhor marca esportiva e a televisão, é uma das melhores marcas esportivas no esporte. Continua a criar valor real para nós. Ele está passando por momentos obviamente desafiadores por causa do que aconteceu na programação linear. Mas a marca da ESPN é muito saudável e a programação da ESPN é muito saudável. Nós apenas temos que descobrir como monetizá-lo em um mundo disruptivo e contínuo. É isso".
Iger também disse que pedirá ao conselho da empresa que restaure o dividendo para os acionistas até o final de 2023. As ações da Disney subiram 8%, para US$ 120,77, nas negociações após o fechamento do mercado.
O anúncio foi o primeiro realizado por Bob Iger, que retornou ao comando da companhia em novembro passado.
Com a venda da ESPN, a Disney poderia reduzir sua dívida e aumentar os investimentos na internacionalização de seu streaming, além de melhorar os retornos para os acionistas.
Já a ESPN ficaria livre para entrar no crescente mercado de apostas, que não combina com a Disney, uma empresa "família" e com grandes investidores conservadores.
O corte de 7 mil pessoas representa 4% do total de funcionários da companhia.
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