Inspirada em filme e 5 finais: fatos curiosos sobre 'Vale Tudo' de 1988
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Uma das novelas mais icônicas da história da TV brasileira, "Vale Tudo" foi ao ar originalmente em 1988. Splash compilou as principais curiosidades do folhetim, cujo remake estreia nesta segunda-feira no horário nobre da Globo.
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As principais curiosidades sobre 'Vale Tudo'
A novela teve três autores, não somente Gilberto Braga (1945-2021). Embora frequentemente atribuída exclusivamente a Gilberto Braga, a autoria de "Vale Tudo" também leva a assinatura de Aguinaldo Silva e Leonor Bassères —trata-se de uma parceria que o próprio Braga sempre fez questão de destacar. Silva, inclusive, era o responsável por montar as escaletas, estrutura fundamental para o desenvolvimento dos capítulos.

Clássico do cinema inspirou a trama central de "Vale Tudo". O enredo da novela teve como ponto de partida o filme noir "Almas em Suplício" ("Mildred Pierce", dirigido por Michael Curtiz em 1945), estrelado por Joan Crawford e Ann Blyth. Da obra, os autores extraíram o núcleo dramático da mãe humilde que enriquece, apenas para enfrentar o desprezo e a ambição da própria filha. A homenagem ao filme é explícita na primeira fase da novela, quando Raquel se refere a uma senhora como "Dona Mildred", em uma clara referência à personagem-título da trama original.
Foram escritas cinco versões diferentes do capítulo final. O trio de autores soube como poucos manter o país em suspense, preservando o mistério até o último instante. No final, o elenco só descobriu a verdadeira identidade do assassino de Odete Roitman (Beatriz Segall) durante a gravação da cena.
A questão "quem matou?" durou apenas 11 capítulos e virou fenômeno nacional. A repercussão foi tamanha que uma indústria alimentícia chegou a lançar um concurso que premiaria quem acertasse o nome do criminoso.

Assassina de Odete Roitman foi definida nos "45 do segundo tempo". Segundo Aguinaldo Silva, a escolha de Leila (Cassia Kis) como a responsável pela morte de Odete foi decidida quase em cima da hora. O enigma foi arquitetado de forma tão engenhosa que diversos personagens tinham motivação e oportunidade para cometer o crime.

Beatriz Segall (1926-2018) estava afastada da Globo fazia cinco anos. A icônica personagem marcou o retorno da veterana à emissora. Seu último papel havia sido na novela "Champagne" (1983), de Cassiano Gabus Mendes, interpretando Eunice, uma mulher simples e humilde —em total contraste com a sofisticada e cruel Odete, que a eternizaria na memória do público.
"Vale Tudo" marcou o aguardado retorno de Pedro Paulo Rangel às novelas. O saudoso veterano viveu um hiato de dez anos longe do gênero, sendo que, antes de interpretar Poliana na trama que acaba de ganhar um remake, interpretou "O Pulo do Gato" (1978), de Bráulio Pedroso, onde deu vida ao irreverente Chiquinho.
Atores famosos estreantes na Globo. A novela também serviu como porta de entrada para novos talentos que viriam a se destacar nas décadas seguintes. Foi em "Vale Tudo" que Marcello Novaes, Otavio Muller e Flávia Monteiro fizeram suas primeiras aparições na TV Globo, iniciando trajetórias sólidas no universo da teledramaturgia. João Camargo, Lala Deheinzelin, Paulo Reis e Renata Castro Barbosa também estrearam na célebre novela.

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