Embalada pelo sucesso de "Ragnarök", Gravity tenta emplacar sequência pela 2ª vez
"Ragnarök Online" foi lançado pela coreana Gravity Corporation em 2002 e causou uma verdadeira revolução no mercado de MMOs, especialmente na própria Coreia do Sul, além de Japão, alguns países da Europa e, claro, no Brasil - com status de fenômeno, a versão nacional já foi jogada por 2,5 milhões de pessoas, além de sustentar um recorde de 21 mil usuários simultâneos.
Entretanto, mesmo diante de resultados tão expressivos, a Gravity sofreu de um mal que acomete muitas desenvolvedoras de MMOs: após emplacar um primeiro sucesso, não conseguiu produzir mais nenhum. E olha que não foi por falta de tentar, já que a empresa tirou "Ragnarök Online 2: The Gate of the World" da cartola em 2007, mas o jogo sequer sobreviveu ao beta fechado na Coreia - os fãs reclamaram que a experiência nem lembrava "Ragnarök", criticando inclusive os gráficos 3D gerados pela engine Unreal 2.5.
Somem-se a isso outros lançamentos mal-sucedidos da empresa, além de um grave problema administrativo - antigos executivos da Gravity foram acusados de desviar dinheiro da empresa -, e a situação não era mesmo das mais favoráveis. As coisas só começaram a mudar quando Brian Yoon Seok Kang, atual CEO, assumiu o cargo em 2008, e logo de cara decidiu investir ainda mais na marca "Ragnarök".
"Ragnarök Online" continua recebendo atualizações constantes e a Gravity prepara investidas da franquia em forma de webgame e jogo social para 2011. Mas é "Ragnarök Online 2: Legend of the Second", versão reformulada da continuação, que vem sendo o centro das atenções da companhia. Os testes fechados começaram em 31 de agosto na Coreia, e a continuação mostra um visual mais maduro e mantiveram elementos do original, como os sistemas de carta e pets.
O lar de "Ragnarök"
UOL Jogos visitou o escritório da Gravity em Seul, sede da empresa que tem ainda braços no Japão, Estados Unidos, França e Rússia. Na Coreia, trabalham cerca de 280 funcionários, sendo 170 dedicados exclusivamente ao desenvolvimento (e manutenção) de jogos. As referências a "Ragnarök" estão por toda parte, mas hoje a companhia procura diversificar investimentos com títulos para PC, celulares etc.
Como a Gravity não está habituada a receber membros da imprensa ocidental em sua sede, o clima em relação às perguntas de UOL Jogos foi um tanto quanto conservador. Mas, em geral, Hun-tack Yang, líder de planejamento de "Ragnarök", gostou de falar sobre a performance da franquia no Brasil: "realmente não esperávamos tamanho sucesso, até porque, para ser sincero, o esforço de vocês [Level Up! Games] é maior que o nosso", disse, puxando a sardinha para a localização e as atualizações feitas pela Level Up! Games, que administra o MMO por estas bandas.
Aliás, ao lado da Rússia, o Brasil é um dos dois países que mereceu uma cidade temática em "Ragnarök Online", intitulada Brasilis. "Os brasileiros são muito apaixonados pelo jogo e o levam a sério, por isso criamos uma cidade para refletir um pouco de sua cultura, lugares e personagens", explica Yang.
Quando o assunto é "Ragnarök 2", a Gravity é bem franca: "O game não estava bom e a reação dos jogadores não foi das melhores. Leva tempo para fazer um bom MMO", reflete Yang, para quem o "Ragnarök" original e sua continuação podem conviver pacificamente por tempo indeterminado.
A Gravity vislumbra um futuro melhor e, enquanto diversifica sua linha de atuação, faz o possível para extrair o que "Ragnarök" pode oferecer. No ano que vem, chegam um game social e um webgame, este produzido em parceria com a chinesa Shanda, inspirados na marca. Mas a relação com a China é quase um "bate-e-assopra", já que embora o país represente um mercado para a Coreia do Sul, a concorrência em termos de desenvolvimento de MMOs vem se acirrando.
Neste contexto, sobra até uma alfinetada de Yang em relação aos chineses: "Os chineses fazem bons jogos, mas se esforçam em tornar as coisas mais convenientes para eles, ao invés de se dedicar mais ao game". E completa: "É por isso que não gostamos [da postura deles]".
"Por enquanto, a Coreia é líder em desenvolvimento de MMOs, mas temos que nos esforçar, pois a China vem logo atrás". Pois é, Yang: que "Ragnarök 2" possa contribuir para os bons rumos da Gravity no concorrido mercado de games online.
* O jornalista Théo Azevedo viajou a convite da Level Up! Games.
Entretanto, mesmo diante de resultados tão expressivos, a Gravity sofreu de um mal que acomete muitas desenvolvedoras de MMOs: após emplacar um primeiro sucesso, não conseguiu produzir mais nenhum. E olha que não foi por falta de tentar, já que a empresa tirou "Ragnarök Online 2: The Gate of the World" da cartola em 2007, mas o jogo sequer sobreviveu ao beta fechado na Coreia - os fãs reclamaram que a experiência nem lembrava "Ragnarök", criticando inclusive os gráficos 3D gerados pela engine Unreal 2.5.
Somem-se a isso outros lançamentos mal-sucedidos da empresa, além de um grave problema administrativo - antigos executivos da Gravity foram acusados de desviar dinheiro da empresa -, e a situação não era mesmo das mais favoráveis. As coisas só começaram a mudar quando Brian Yoon Seok Kang, atual CEO, assumiu o cargo em 2008, e logo de cara decidiu investir ainda mais na marca "Ragnarök".
"Ragnarök Online" continua recebendo atualizações constantes e a Gravity prepara investidas da franquia em forma de webgame e jogo social para 2011. Mas é "Ragnarök Online 2: Legend of the Second", versão reformulada da continuação, que vem sendo o centro das atenções da companhia. Os testes fechados começaram em 31 de agosto na Coreia, e a continuação mostra um visual mais maduro e mantiveram elementos do original, como os sistemas de carta e pets.
Beta coreano em ação |
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O lar de "Ragnarök"
UOL Jogos visitou o escritório da Gravity em Seul, sede da empresa que tem ainda braços no Japão, Estados Unidos, França e Rússia. Na Coreia, trabalham cerca de 280 funcionários, sendo 170 dedicados exclusivamente ao desenvolvimento (e manutenção) de jogos. As referências a "Ragnarök" estão por toda parte, mas hoje a companhia procura diversificar investimentos com títulos para PC, celulares etc.
Como a Gravity não está habituada a receber membros da imprensa ocidental em sua sede, o clima em relação às perguntas de UOL Jogos foi um tanto quanto conservador. Mas, em geral, Hun-tack Yang, líder de planejamento de "Ragnarök", gostou de falar sobre a performance da franquia no Brasil: "realmente não esperávamos tamanho sucesso, até porque, para ser sincero, o esforço de vocês [Level Up! Games] é maior que o nosso", disse, puxando a sardinha para a localização e as atualizações feitas pela Level Up! Games, que administra o MMO por estas bandas.
Aliás, ao lado da Rússia, o Brasil é um dos dois países que mereceu uma cidade temática em "Ragnarök Online", intitulada Brasilis. "Os brasileiros são muito apaixonados pelo jogo e o levam a sério, por isso criamos uma cidade para refletir um pouco de sua cultura, lugares e personagens", explica Yang.
Quando o assunto é "Ragnarök 2", a Gravity é bem franca: "O game não estava bom e a reação dos jogadores não foi das melhores. Leva tempo para fazer um bom MMO", reflete Yang, para quem o "Ragnarök" original e sua continuação podem conviver pacificamente por tempo indeterminado.
A Gravity vislumbra um futuro melhor e, enquanto diversifica sua linha de atuação, faz o possível para extrair o que "Ragnarök" pode oferecer. No ano que vem, chegam um game social e um webgame, este produzido em parceria com a chinesa Shanda, inspirados na marca. Mas a relação com a China é quase um "bate-e-assopra", já que embora o país represente um mercado para a Coreia do Sul, a concorrência em termos de desenvolvimento de MMOs vem se acirrando.
Neste contexto, sobra até uma alfinetada de Yang em relação aos chineses: "Os chineses fazem bons jogos, mas se esforçam em tornar as coisas mais convenientes para eles, ao invés de se dedicar mais ao game". E completa: "É por isso que não gostamos [da postura deles]".
"Por enquanto, a Coreia é líder em desenvolvimento de MMOs, mas temos que nos esforçar, pois a China vem logo atrás". Pois é, Yang: que "Ragnarök 2" possa contribuir para os bons rumos da Gravity no concorrido mercado de games online.
* O jornalista Théo Azevedo viajou a convite da Level Up! Games.
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